Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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10 de janeiro de 2012

Jogo de Espiões

Na primeira vez em que vi a foto de Amir Mizra Hekmati no jornal, acompanhada da manchete "Espião americano é sentenciado à morte no Irã", eu tive o descaso de pensar: "é um dos riscos da profissão". Desde que inventaram a civilização, inventaram também o hábito de observar o que o vizinho está fazendo com o único objetivo de coletar informações que possam ajudar a estragar a vida do tal vizinho. Um dos riscos da atividade tão glamurizada em filmes e jogos é ser pego em flagrante e mandado para o pelotão de fuzilamento. Ou ser envenenado com substâncias radioativas. No mundo real, não existem fossos com tubarões nem armas laser que cortam uma pessoa ao meio bem lentamente.

Mas eu estava enganado sobre Amir Mizra Hekmati. Ou, pelo menos, a verdade tem mais lados do que se supunha inicialmente nessa história. Amir Mizra Hekmati desenvolve jogos eletrônicos. E sua condenação está diretamente ligada à essa atividade.

Gaddafii O americano de origem iraniana trabalha para a Kuma Games uma empresa norte-americana especializada em produzir jogos militaristas de fundo de quintal. Ela está para a toda-poderosa EA Games ou para a Activision da mesma forma que o Dolly Guaraná está para a Coca-Cola ou para Pepsi. Quem não tem grana para comprar Call of Duty ou Battlefield se diverte com o gratuito Kuma/War. Ao contrário dos líderes de mercado, a Kuma não tem o menor pudor em explorar conflitos modernos ou sensibilidades estrangeiras: uma de suas missões mais recentes reproduz os últimos momentos do ditador líbio Muammar Gaddafi, com direito a cadáver largado no chão. O defeito mais grave da empresa é o oportunismo, mas ela voa abaixo dos radares. A mesma opinião pública que crucificou Six Days in Fallujah antes do seu lançamento, ignora completamente a existência de Kuma/War.

Segundo o serviço de inteligência iraniano, a Kuma Games é uma operação de fachada patrocinada pela CIA focada na manipulação de mentes no Oriente Médio em prol da cultura ocidental. O fato de haver uma missão em Kuma/War sobre um hipotético ataque a uma instalação nuclear no Irã é um dos principais argumentos para sustentar essa posição. De acordo com as autoridades locais, Hekmati teria confessado ser espião e admitido a existência do projeto. Supostamente, ele estaria no país como infiltrado. Na sua versão, o pobre rapaz estava apenas visitando os avós, que ainda vivem no país. Capturado em circunstâncias não especificadas, interrogado com métodos desconhecidos, foi julgado e condenado à morte por espionagem e por tentar acusar o Irã de terrorismo. Tem vinte dias para apelar da sentença.

Analistas do New York Times afirmam que é improvável que Hekmati seja mesmo executado. Lamentavelmente, o jovem desenvolvedor de jogos, que não deve ter poder de decisão algum dentro da Kuma Games e, provavelmente, é apenas um trabalhador cumprindo seu horário, dentro de uma firma que não é o seu sonho de vida, se viu transformado em um peão no grande e antigo tabuleiro internacional. Será trocado como moeda de escambo em futuras e secretas negociações.

Propaganda e Guerra

O uso militar de elementos culturais e comunicacionais não é tão antigo quanto a espionagem. Goebells, o aterrador Ministro de Propaganda de Adolph Hitler é considerado o pai desta deturpação. Basicamente, é o uso ostensivo dos meios de comunicação para se propagar uma ideia. Ainda é muito comum em regimes fechados como a Coréia do Norte, China ou o próprio Irã, onde se cria uma ilusão de prosperidade e devoção ao líder e seus príncipios e onde argumentos contrários não encontram espaço. Com a disseminação da informação através dos meios digitais, essas muralhas arcaicas estão ruindo. Por isso o medo de Kuma/War. Segundo Keith Halper, chefão da Kuma, o episódio ambientado no Irã recebeu milhares de downloads no país.

Há quem diga que a cultura americana se espalha pelo globo de forma nociva, manipulando opiniões e vendendo o conceito do "herói americano", salvador do mundo. Basta contar quantas vezes os alienígenas pousaram especificamente nos Estados Unidos nos cinemas e foram massacrados especificamente por soldados ianques. Isso se estende a jogos, a livros e discos. Se a propagação destes mitos se deve ao poder econômico de sua indústria cultural ou se deve à injeção de capital da CIA, é algo que deixo para os sábios e para os conspiracionistas debaterem.

americas-army

E esse é um debate longo. Não há como deixar de fora da discussão o sucesso mundial de títulos como Battlefield e Call of Duty, inclusive em países sem histórico de conflitos. Não há como deixar de fora Delta Force Black Hawk Down, suas derrapadas estéticas e históricas e as ligações da Novalogic com a indústria militar. Não há como deixar de fora a existência de obras críticas como Jarhead, Three Kings, Apocalypse Now, The Hurt Locker, Platoon, frutos da própria cultura e da liberdade de expressão. Também não há como deixar de fora a ausência de jogos que coloquem o dedo nessa ferida. Não tem como não mencionar America's Army, o jogo desenvolvido sob encomenda do exército americano com o assumido intuito de funcionar como instrumento de recrutamento.

E o que dizer de Special Operation 85: Hostage Rescue? Esse jogo obscuro de 2007 é tudo aquilo que o serviço de inteligência iraniano acusa Hekmati. O título desenvolvido pela Association of Islamic Unions of Students a pedidos do governo apresenta gráficos precários, mas seu roteiro é uma réplica perfeita do que se faz no Ocidente: um casal de cientistas é sequestrado durante uma viagem de turismo e aprisionado em uma prisão estrangeira, onde um grupo de soldados de elite precisa se infiltrar, eliminar diversos inimigos e libertar os prisioneiros. Porém, no jogo 100% iraniano, o casal de cientistas trabalha no projeto nuclear do país, estava em peregrinação espiritual quando foi raptado, a prisão estrangeira fica em Israel, os soldados de elite são do exército iraniano e os inimigos eliminados são soldados americanos e israelenses. Se você achou a premissa ofensiva, é melhor reavaliar seus conceitos. Esse "Call of Iran" custou a bagatela de 32 mil dólares, o que não paga o salário do moço do café na Activision, mas traz a mesma visão maniqueísta de tantos jogos, tantos filmes.

Não tem como não falar de Garshasp. Desenvolvido inicialmente no Irã, o jogo apresenta para o Ocidente um dos mais famosos heróis da mitologia persa, um destruidor de monstros que nada deve para Hércules. Como o país é classificado como "nação hostil", as principais tecnologia proprietárias desenvolvidas nos Estados Unidos não podem ser exportadas para lá. Trabalhando apenas com ferramentas open source, seus criadores fizeram de tudo para que o jogo ficasse pronto. Quando não foi mais possível continuar, eles fecharam o estúdio, uma boa parte deles foi para o Texas e fundou a Dead Mages. Sem estarem mais isolados na periferia do mundo, Garshasp ficou pronto. Apesar do jogo festejar um ícone do Antigo Oriente Médio, ter uma equipe de iranianos e ter um pouco mais de qualidade que Kuma/War, ninguém foi preso e acusado de espionagem. Em uma selva repleta de clones de Hércules produzidos com muito mais verba e com equipes muito maiores, Garshasp passou em brancas nuvens.

Alheios a esta bomba cultural e indiferentes a qualquer debate, os parentes de Amir Mizra Hekmati fazem um esforço para que seu filho não morra em nome de um jogo. Free Amir mostra que existe um homem no centro disso tudo: um filho, um irmão, um tio, um amigo.

Boa sorte, Amir.

Amir e sobrinha.

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17 comentários:

Jimmy666 disse...

Bom, eu particularmente tenho simpatia pelo Irã.
Desde que Mahmoud Ahmadinejad assumiu o poder, se não me engano o país avançou mais de 70 posições no ranking de IDH em apenar 1 ano.
SEm contar que desses países muçulmanos o Irã é o mais avançado mesmo com todos os problemas que pode ter um país que não separou a religião do Estado.
Não sei o que dizer, esta história está muito estranha.
Foi o próprio Irã que recentemente baniu Battlefield 3 e mobilizou a sua industria de games a criar um jogo de tiro que contasse a história da sua maneira!
http://www.dailystar.com.lb/News/Middle-East/2011/Nov-28/155404-iran-bans-us-video-game-showing-tehran-invasion.ashx#axzz1f0gy3qav

Marcos A. S. Almeida disse...

O fato do rapaz trabalhar para a Kuma Games é o menos relevante nessa história.Ele poderia ser jornalista , por exemplo, que seria encarado como espião da mesma maneira.Ex-fuzileiro ,com dupla cidadania - reconhecida apenas pelo EUA , diga-se de passagem - e funcionário de uma empresa que fez um jogo "á moda ocidental" era o que o Armadinejad precisava.Mas vamos ser sinceros: será que esse cara ao menos não desconfiava que era considerado "persona non grata" pelos iranianos? Pode não ter fundamento nenhum a acusação de espionagem , mas que é estranho é.
Respeito seu ponto de vista Jimmy , mas ter simpatia pelo Irã? E com base em IDH? Esse mesmo nacionalismo radical que faz o Irã banir jogos e mandar fazer outro á seu gosto, alimentou o fascismo de Mussolini e o pseudo-socialismo do Chavez, por exemplo.Esse mesmo Irã pelo qual você têm simpatia, na ocasião da contestada reeleição de Armadinejad , matou e prendeu manifestantes e líderes oposicionistas com penas severas.E é apenas um dos muitos fatos ocorridos nesse governo retrógado do Armadinejad, eu poderia enumerar muitos outros.Não, não dá pra ter simpatia por este governo atual.Deixa eu adivinhar: você têm simpatia pelo PT, não é mesmo?Talvez até filiado.

Jimmy666 disse...

Na realidade eu fui militante do Partido Comunista do Brasil, da qual sou filiado a quase 10 anos.
Não simpatizo com o Irã apenas pelo IDH, existem muitos outros motivos, além do país ser um contrapeso na conjuntura política local.
Um ou outro ato errôneo desses países não alinhados ao eixo "EUA/Israel" é lançado na mídia como a maior desgraça do universo, enquanto o genocídio de Israel contra os palestinos ou a recente saída sangrenta dos EUA do Iraque é tratada como se fosse pouca coisa.
Isso me lembra uma frase de Stalin que dizia:"A morte de uma só pessoa é uma tragédia.A morte de milhões, uma estatística".
Ahmadinejad, Chavez, Fidel, e outros sempre serão tratados como "demonios" pela mídia, enquanto outros assassinos e ditaduras disfarçadas de democracia serão endeusados.
Cabe a nós filtrar as fontes de nossas informações e recebê-las com ceticismo.

João Luiz disse...

stalin, fidel, o iraniano megalomaníaco... tá bem de companhia o rapaz...

as mulheres adoram o irã. todas querem morar lá, por causa da liberdade que elas tem, coisa que nunca teriam num país atrasado e fascista como os EUA. lá no irã, elas podem agir como bem entenderem, afinal, existe igualdade entre os sexos!

além disso, a imprensa é livre pra denunciar e a oposição marca firme em cima, já que o país é democrático e pluralista, e o governo entende que deva existir alternancia no poder!

e a população? não para de crescer, porque a imigração de pessoas buscando morar lá é muito alta, já que é um país fantástico que oferece um mundo de oportunidades para todos que queiram trabalhar!

peraí, não é no irã que isso acontece...

C. Aquino disse...

Marcos, sem informações sobre a natureza da sua captura, fica difícil afirmar com exatidão o que ele estava fazendo lá. Ou ele foi pego no flagrante, ilegalmente no país fazendo-se sabe-se lá o quê ou estava tomando um chazinho na casa da vovó quando foi gentilmente convidado a ir até o distrito mais próximo. Ou o rapaz é culpado até a raiz dos ossos ou é um inocente que jamais poderia imaginar que seu emprego pudesse causar esse mal-estar. De qualquer forma, sua atividade é realmente o cerne do questão, com a acusação de que a CIA patrocina a Kuma para promover suas ideias. O fato dele ter servido um período no exército(e alocado no Oriente Médio entre 2001 e 2004) somado ao fato da Kuma ter fornecido programas de aprendizado para o exército no passado, só complicam o cenário. Espião? Não é impossível. A CIA financiando uma empresa vagabunda como a Kuma? Improvável. Depois dessa, nenhum desenvolvedor da EA ou da Activision vai chegar perto do Irã.

Se fosse possível acrescentar ironia a um caso tão delicado, eu também lembraria do caso Rosenberg: dois civis americanos executados pelo governo dos Estados Unidos em 1953, acusados de repassar informações nucleares para a União Soviética. Mesmo sessenta anos depois, o assunto ainda é tabu no país e muitos dizem que eles eram inocentes.

Na minha opinião, ser espião não é motivo para morrer. Prende o sujeito, negocia a libertação, expõe à opinião pública, aponta dedos. Matar é nivelar por baixo e queimar o filme de um regime que já não é visto com bons olhos no Ocidente. Ser acusado de espionagem por um motivo tão banal? Pior ainda.

Enfim, é um assunto complexo. Não morro de amores por nenhum dos dois países. Pode não parecer, mas Ahmadinejad é um dos líderes mais sensatos e articulados da região em muito tempo, e ainda assim está com os pés e as mãos amarrados pelo regime teocrático. Barack Obama tem menos sede de sangue que seu antecessor, mas atravessa uma das maiores recessões das últimas décadas. No campo dos direitos humanos, as duas nações tem perguntas a responder. Neste cabo de guerra temos cientistas iranianos morrendo em atentados a bomba inexplicados, manobras tensas no estreito de Ormuz, testes de mísseis de longo alcance e o relógio do apocalipse avançando um minuto (http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5551643-EI8141,00-Relogio+do+Apocalipse+e+ajustado+em+min+e+chega+a+h.html). No meio disso tudo, Amir Mizra Hekmati é uma engrenagem minúscula que irá desaparecer dos noticiários e talvez deste mundo.

Jimmy666 disse...

Eu não disse que o Irã é o melhor país do mundo.
Agora, dentro da geopolítica dos países àrabes é de longe o que mais avança desde que Ahmadinejad entrou no poder.
Dos países árabes é o que as mulheres tem mais liberdade, é o único que elas não precisam andar cobertas da cabeça aos pés.
Pode parecer pouco, mas para a região tem sido um grande avanço.
Mas não sejamos hipócritas, não são os direitos humanos ou a democracia que perturbam os EUA, mas sim aqueles que se põe no seu caminho de imperialistas.Qualquer líder que não aceite os seus termos é imediatamente demonizado na mídia e alçado ao status de inimigo público nº1.
Agora, quem sou eu para mudar a cabeça daqueles que não tem opinião e apenas repetem aquilo que ouvem/vêem massivamente todos os dias?

Jimmy666 disse...

Em 2009 todos os jornais mostraram as imagens de Ahmadinejad discursando na ONU e a maioria dos presentes se levantando e indo embora.
Engraçado que nenhum meio de comunicação mostrou o conteúdo do discurso, apenas era mencionado que tal discurso "criticava o ocidente".
Mas pra quê mostrar o outro lado da história né?O jornalismo do século XXI te tira a responsabilidade de pensar e formar opinião porque a opinião já vem formada junto com a notícia:
-
http://democraciapolitica.blogspot.com/2009/04/integra-do-discurso-de-ahmadinejad-do.html
-
Enfim, não discutirei mais esse assunto, esse blog não é de política, e política assim como religião é ponto de vista, e geralmente as pessoas que discutem politica e religião não mudam de opinião, não importa a qualidade do argumento.

Marcos A. S. Almeida disse...

Bom, a posição do Jimmy está explicada.Fazendo parte do Partido Comunista com certeza não teria admiração pelos EUA.Já o Aquino...Sinceramente,um governo que ao capturar um suposto espião já decreta sua morte sumáriamente merece algum tipo de elogio? É estou velho mesmo.No meu tempo isso se chamava assassinato, hoje acho que se chama "defesa da cultura nacional" ou algo do gênero.Prefiro me ater aos valores ultrapassados do que acreditar que Ahmadinejad é um exemplo á ser seguido, mesmo para sua região.

Jimmy666 disse...

Bush, Barack Obama, Clinton, Bush pai...em que esses "carinhas" são melhores do que Ahmadinejad?
Enforcar Saddam Hussein é mais bonito que matar um espião?
Matar milhões no Iraque por petróleo é menos pior que matar 1 espião?
Invadir países e derrubar governos para colocar fantoches no lugar é menos tirania do que matar 1 espião?
Ou se a mídia demonizasse o Obama e endeusasse o Ahmadinejad a tua opinião seria diferente?
Se Hitler tivesse vencido a 2ª guerra a mídia internacional iria propagandear que ele era um grande homem e seus opositores eram tiranos sanguinarios...

Jimmy666 disse...

P.S.:Qualquer pessoa minimamente sensata já percebeu faz tempo que os EUA não são o paraíso que nos contam...

Raphael AirnMusic disse...

Lei de Godwin em 5,4,3... opa, já foi.

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin)

Marcos A. S. Almeida disse...

Jimmy eu não defendo nações ou pessoas; Eu defendo valores morais.
Bush é um assassino e mau caráter? SIM!Ahmadinejad é um assassino e mau caráter?SIM!Mas o que você não pode contestar é que numa comparação direta ,o conjunto de valores morais dos EUA é muito mais louvável do que os valores morais do Irã.Qualquer um que defende valores é contra qualquer tipo de atitude que quebre a soberania de um país , como a que os EUA fizeram ao invadir o Iraque. Mas quem defende valores,também entende que executar sumáriamente opositores é uma atitude execrável.Enfim, Eu contestaria qualquer atitude de defesa ao erros dos EUA , da mesma forma que contesto a atitude de vocês ao defenderem o Irã , pois , confirmo, defendo VALORES.
Eu não me pauto pela mídia , eu a uso para formar minha opinião.
Agora fala sério.Se tivesse que escolher entre os 2 países para viver ,qual escolheria? Não preciso te ouvir para saber qual a resposta sincera.
Livre-se desse pensamento reacionário, ele já foi banido de diversos países.Faz parte de uma minoria ultrapassada que insiste em defender uma ideologia derrotada.Esse raciocínio já não cabe nem num país como o Irã , que vive num mundo globalizado, que dirá num país como o nosso capitalista e com consumistas como eu ou você.

Marcos A. S. Almeida disse...

Eheheheeh!Não sabia dessa Lei de Godwin,eheheheheh!Mais uma que aprendi!

Shadow Geisel disse...

Armadinejad é um dos líderes mais sensatos de todos os tempos? em que realidade?
um cara que tem a coragem de afirmar que não existem homossexuais em seu país?
"... o que está acontecendo...o mundo está ao contrário e ninguém reparou..."

C. Aquino disse...

Shadow, "da região", do Oriente Médio, um lugar que já viu gente muito louca no comando do Iraque, da Líbia, da Arábia Saudita, de Israel e do próprio Irã. Armadinejad é um santo perto do que já teve por ali. Claro que isso não justifica quando ele fala asneiras do tipo ou sua força de "inteligência" prende um empregado de uma desenvolvedora de jogos.

O que eu quero dizer é: nada é tão preto e branco quanto parece. Tem muita coisa errada na política externa americana, tem muita coisa errada na política interna iraniana. Tem coisas maravilhosas vindo da América, tem coisas boas acontecendo no Irã agora. O debate é longo e possivelmente interminável.

(Ainda bem que a Kuma Games não desenvolve RPGs ou teríamos uma discussão ainda mais longa com a participação do Breno...)

Jimmy666 disse...

Ainda estou tentando lembrar o nome do jogo que o IRÃ vai desenvolver para substituir o banido Battlefield 3.
Legal a lei de Godwin, mas o meu exemplo envolvendo Hitler foi no contexto de que quem controla a mídia controla a opinião das pessoas.
Acho que formamos um círculo de amizades legal aqui, por isso vou abandonar de vez a discussão política.

Shadow Geisel disse...

É triste quando uma nação chega a esse ponto de "dos males, o menor".

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