Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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31 de janeiro de 2012

Galinha dos Ovos de Ouro

A maioria das pessoas conhece a expressão "galinha dos ovos de ouro", mas nem todo mundo se lembra da fábula onde o termo se originou. Ou a forma como termina. Resumindo: era uma vez um sujeito que descobriu que sua galinha colocava ovos de ouro, ouro puro 24 quilates. Como ouro sempre foi valorizado desde tempos antigos, era claro que o sujeito tinha tirado a sorte grande. Com uma galinha colocando perto de 290 ovos ao ano, dá mais ou menos um ovo por dia. Imaginando que cada ovo maciço tenha 300 gramas de ouro, o sujeito teria um faturamento de aproximadamente 23 mil reais por ovo, com o grama do ouro cotado a R$76 nos últimos dias. Nada mal, nada mal mesmo! Mas, na fábula, o sujeito não fica satisfeito com a longa espera de pelo menos um dia para aparecer uma preciosidade e tem sonhos de uma grandeza ainda maior. Movido pela ganância, ele abre a galinha ao meio com uma faca em busca da origem dos ovos de ouro e encontra apenas... entranhas de galinha. Como uma galinha estripada não bota mais ovos ou qualquer outra coisa biologicamente viável, o sujeito termina a história sem sua fonte inesgotável de renda.

O que isso significa dentro da indústria dos jogos eletrônicos? Significa aquilo que já conhecemos: DRM, DLCs, SOPA, Online Pass, assinaturas de elite e outras estratégias de "maximização de receita" que espremem a galinha um pouquinho mais a cada dia.

Risen 2 e a Ilha do Tesouro

Para meu espanto, a Piranha Bytes, que costumava ter respeito pelos seus consumidores, anunciou que Risen 2 terá um "bônus" para os afortunados que aceitarem comprar o título na pré-venda. O conteúdo extra, ironicamente chamado de Treasure Isle ("Ilha do Tesouro"), apresenta uma missão completa que conclui um enredo deixado em aberto no primeiro Risen e finalmente mostra onde está escondido o tesouro do pirata Steelbeard. Ao final da jornada, que envolve uma quantidade caprichada de aventura e enigmas, o jogador terá acesso a um item exclusivo que turbina um atributo permanentemente. O DLC estará disponível a parte depois para os menos afortunados. O que temos aqui é um "DLC do primeiro dia", conteúdo removido do jogo para "premiar" aqueles que resolverem investir seu dinheiro meses antes do lançamento em um jogo que ninguém analisou ainda. Se você não tem dinheiro agora ou prefere se certificar de que Risen 2 vale a pena, lamento informar que você terá nas mãos um jogo incompleto que ignora completamente um gancho plantado no capítulo anterior. Como eu já disse anteriormente, houve uma época em que aqueles que se arriscavam na pré-compra recebiam pôsteres, descontos, a trilha sonora ou mesmo um jogo antigo de graça. Hoje eles são os felizes compradores de um jogo completo, enquanto os demais recebem uma versão castrada na cara de pau.

Enquanto isso, a 38 Studios segue a cartilha de sua produtora, a controversa EA, e avisa que o aguardado Kingdoms of Amalur virá com conteúdo single-player bloqueado no disco, acessível apenas para quem não comprar o jogo usado. É o mesmo caso que já vimos em Rage, com o agravante de que desta vez, o conteúdo está mesmo dentro do DVD. É como comprar um livro com páginas que se colam depois que você passa ele adiante para uma biblioteca ou sebo. E não se trata apenas de uma área de esgotos que "poucos jogadores irão ver", mas toda uma linha de 7 missões inteiras envolvendo a facção House of Valor. O resultado até agora são 175(!) páginas de revolta no fórum oficial do jogo. Quando as reclamações chegaram na página 48, o próprio Curt Shilling, ex-astro do baseball e dono do 38 Studios entrou em campo para fazer a defesa: "Isto não é a 38 tentando pegar mais do seu dinheiro, ou a EA neste caso, isto somos nós RECOMPENSANDO as pessoas por NOS AJUDAREM (...) as empresas ainda estão tentando pensar em como receber os dólares gastos nos jogos que elas fizeram, quando eles são comprados. Isto é errado? Se sim, por favor me digam como". Mais de 100 páginas de fórum depois, ele ainda está recebendo respostas. Na minha opinião, o conteúdo integral de algo não pode ser considerado "recompensa" e quando eu compro um título eu não estou "ajudando" ninguém, mas estabelecendo uma relação comercial de troca: meu dinheiro em troca de um produto de qualidade.

Kingdoms of Amalur

Já deixei claro que não tenho paciência com boatos, mas quando o rumor da semana afirma que o Xbox 720 terá trava nativa contra jogos usados, estamos extrapolando os limites do bom senso. O problema não está no excesso de bobagens que os boateiros inventam e a imprensa dita séria repete em busca de cliques. O problema não está na Revista Exame se prestar a replicar a fofoca sem confirmação. O problema está no fato de que esta afirmação absurda foi encarada como plausível. Se alguém publicar que o Xbox 720 terá suporte a jogos do Playstation, do Wii, do Gamecube, do Dreamcast e até cartuchos de Atari, será menosprezado e chamado de insano. Se alguém escrever que o próximo console da Microsoft irá rodar em Linux, será imediatamente descartado como boateiro. Mas a possibilidade do novo Xbox bloquear jogos usados e permanentemente exterminar todo um mecanismo de mercado é considerada como viável e publicável.

Não sei mais para onde caminha esta galinha. Práticas que eu julgava condenáveis em 2008, agora são o padrão. Ao mesmo tempo em que o faturamento e a influência da indústria dos jogos eletrônicos crescem em proporções astronômicas, sofisticadas formas de extrair ouro são inventadas. No futuro, a pré-venda será toda a venda: os consumidores serão obrigados a comprar um título antes de seu lançamento e os críticos e analistas perderão sua função, estrategicamente substituídos por trailers magnificamente editados, telas escolhidas a dedo e prévias incompletas. Não haverá mais versões demo gratuitas. Análises não oficiais de versões demo serão consideradas violação dos direitos autorais se contiverem uma única tela capturada ou vídeo de jogabilidade. Não haverá mais vendas após o lançamento e jogos usados rodarão somente em aparelhos desbloqueados. A posse destes aparelhos sem travas será crime, após a chocante descoberta de que um grupo terrorista ou serial killer usou um console desbloqueado para "planejar" suas ações.

Mas a galinha seguirá colocando ovos, mesmo com as entranhas expostas.

Ouvindo: Bruderschaft - Forever (Sound Addict Remix By Davantage)
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18 comentários:

Poa Kli-Kluu disse...

Primeiramente: Que análise espetacular! Quando acabei de ler estava impressionado, e ainda estou, horas depois. Meus parabéns por expor a falta de ética que tange as bordas e depena essa famigerada galinha de ouro, e que busca rasgá-la ao meio.

Eu, sinceramente, estava muito animado com Kingdoms of Amanlur - Era uma nostalgia por me lembrar de Fable, com um sistema de batalha impressionante, com gráficos charmosos e um enredo interessante até onde joguei. Eu baixei a demo no steam e estava querendo comprar na pré-venda, mas fico feliz que eu tenha lido esse post antes. Não vou mais comprar pela falta de vergonha na cara da 38 Studios. Assim como não vou mais comprar nenhum jogo da Maxis(pelo RIDÍCULO sistema de autenticação que zuou todo meu pc, tive até que formatar), 2K (pela DLC 'escondida' na mídia, que ja falamos sobre aqui no blog ), e agora, da 38 Studios.

Sei que é uma tendência, mas isso está beirando o ridículo. Isso está se tornando falta de ética e de vergonha na cara. Seria como comprar um carro e não poder revendê-lo. E essa complicação com a revenda vai e deve desvalorizar o valor do carro.

Ao invés de se preocuparem com as pessoas que pretendem revender o jogo, eles deveriam incentivar o consumidor a continuar com ele. Como? Óbvio: DLC's, atualizações constantes, e claro - Recursos Online. A tendência mundial é todos os jogos se tornarem cada vez mais online, e não essa ridícula preocupação em degenerar o jogo com atitudes deploráveis, tentando obrigar o consumidor a ficar com um jogo que ele nunca mais irá jogar.

É aí que entra a voz do povo pra fazer esses studios entenderem que isso é ridículo.

São eles que devem se adaptar a nós , colocando recursos onlines e incentivando o consumidor a continuar jogando o jogo. E não nós. Não podemos aceitar essa imposição de que vamos ser obrigados a comprar um produto com uma trava, sendo que isso não vai abaixar o valor dele, e não vamos mais utilizá-lo depois de algum tempo.

Poxa 38 studios, vocês tinham tudo em mãos, e acabaram de jogar tudo no lixo. Meus pêsames.

Marcos A. S. Almeida disse...

Há tempos que eu não vejo a indústria de games como "pobres coitados" que sofrem com a pirataria.Pelo contrário, sempre vi a pirataria como uma forma de "dar o troco" pelos preços extorsivos dos jogos, e já comentei neste mesmo tom em diversos blogs - e sendo execrado na maioria deles.Depois vieram DRM,DLC - pra mim não existe DLC justo - e outros métodos desrespeitosos, e que só fazem reforçar a minha indignação e meu sentimento de "revanche".Parafraseando sua metáfora Aquino, eu diria que quando uma galinha "rouba" a ração ela está apenas tentando sobreviver , dado os maus-tratos que o seu dono lhe impõe.Mas de tão farto que o dono está, ele não sentirá falta dessa ração roubada ou se até mesmo essa galinha morrer de fome, pois têm milhares de outras galinhas.E , como a maioria são irracionais , nunca se unirão contra o dono do galinheiro.

Raphael AirnMusic disse...

Fiquei curioso com o fato do presidente da companhia dar sua opinião e fui ler no fórum.

Admito que não li todas as 100 e tantas páginas, mas os posts que li por aqui e ali deixaram claro pra mim que o conteúdo do jogo era previsto como DLC e o que fizeram foi adiantar o DLC pro lançamento, para dar gratuitamente para quem comprar o jogo novo. Os demais, incluindo os compradores de usados, terão que pagar pelo DLC.

Pelo que entendi também, em todos os casos parece que é necessário um código de passe online ou coisa parecida que continua gerando raiva no fórum.

Portanto, o conteúdo não estará travado no disco.Confere ?

Poa Kli-Kluu disse...

Marcos, a analogia que fez reflete perfeitamente o panorama atual dos consumidores. A maioria dessa galinhas são alienadas e não sabem que são elas que sustentam os donos do galinheiro.

Raphael, o conteúdo estará bloqueado no disco.

C. Aquino disse...

Poa, você resumiu bem o que eu acho que deveria ser o caminho: "
São eles que devem se adaptar a nós , colocando recursos onlines e incentivando o consumidor a continuar jogando o jogo. E não nós.".

Marcos, eu não lembro se foi o Cardoso do Meio Bit ou o cara do Gamesfoda, mas um deles disse que pedir pra boicotar a indústria dos jogos é como pedir para um viciado parar de ir na cracolândia porque o preço da pedra subiu. Não funciona, porque para cada venda perdida (pirataria ou simplesmente não jogar), vai ter dez sujeitos dispostos a vender a mãe para ter acesso ao jogo completo. Mas acho que as 175 páginas de comentários no fórum da 38 Studios devem repercutir lá dentro.

Raphael, não consegui chegar a uma conclusão clara se o conteúdo bloqueado de Kingdoms of Amalur está ou não no disco. Segundo o The Examiner, ele não está. Segundo outras fontes, ele está. Segue a declaração oficial da EA, de acordo com o Game Informer (http://www.gameinformer.com/b/news/archive/2012/01/27/kingdoms-of-amalur-online-pass-locks-out-quests.aspx?PageIndex=5):
"A linha de missões da The House of Valor é um conteúdo gratuito de bônus disponível para aqueles que adquirirem uma nova cópia de Kingdom of Amalur: Reckoning para o Xbox 360 e PS3 usando o Online Pass incluído no jogo." De onde eu concluo que o conteúdo ESTÁ no disco da versão PS3 e Xbox 360, já que o jogo será vendido em mídia física e não via download. Continua o comunicado: "Jogadores de PC que adquirirem Reckoning em um dos muitos vendedores digitais online incluindo Origin, Steam e outros, receberão também a linha de missões da House of Valor sem custo adicional.". De onde eu concluo que:
1) A versão download terá o DLC e o conceito de "está no disco" fica nebulosa.
2) O jogo não será exclusivo do Origin!
3) Nenhum comentário feito sobre a versão física para PC.
Em qualquer caso, é claramente um conteúdo removido intencionalmente do lançamento para ser usado como arma contra o mercado de usados e depois camuflado como "gentileza" para quem comprar o jogo novo.

Jimmy666 disse...

As indústrias ao invés de se adequarem à essa nova era estão caminhando no sentido inverso.
Que as DLCs são o câncer da atual geração isso já sabemos.
Que querem acabar com o mercado de jogos usados também, tanto que se não me engano a LionHead Studios afirmou que o mercado de jogos usados é mais nocivo que a pirataria:
http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2011/05/venda-de-jogos-usados-e-pior-que-pirataria-dizem-criadores-de-fable.html
-
Realmente a atual cena está preocupante...
Se o último HUMBLE BUNDLE arrecadou mais de U$ 2 milhões no esquema de "pague o quanto quiser",sem DRMs nem nada, isso significa que existem maneiras mais criativas de se fazer dinheiro com games!

Jimmy666 disse...

Comprando original:
Jogo capado, DRMs, registro, confirmação do registro, limite de instalações, etc...
Baixando Pirata:
Jogo completo.
-
Os caras vão piratear de qualquer forma, então porque não facilitar a vida de quem compra?

Poa Kli-Kluu disse...

É bem assim mesmo, Jimmy666.

Outra coisa que me deixa também pasmo é o preço. Não dizendo que está caro, mas vamos ponderar:

Comprando um jogo original na loja, sairia mais ou menos U$60. E nas lojas onlines, opa, também é U$60.
Mas convenhamos:
-Jogos em vendas digitais não tem CUSTO ALGUM. Sem custo de frete, de caixa, de manual, de nada praticamente.

Sei que é assim mesmo, mas deveria ser mais barato! Por que o preço é o mesmo se praticamente não há custo pra vender digital? Por isso eu só compro digital quando está em super promoções de no mínimo 50%. Se eu estiver equivocado ou vendo isso de um ponto de vista muito quadrado, por favor digam o que acham sobre isso, por que eu fico pasmo.

João Luiz disse...

hospedagem em algum lugar para podermos baixar não tem custo?

gostaria de saber, de verdade.

quanto às desculpas pra se ter jogo pirata, sempre vão existir. a difereneça é se a desculpa é usada pra se convencer que não faz nada errado, ou pra convencer os outros...

agora... que essa história de vender jogo capado e depois ficar lançando "pacotes" já encheu o saco, isso encheu.

mas como disseram acima, duvido que ocorra algum boicote ou algo do tipo. se ocorresse, seria fantástico e quem sabe daria algum resultado.

Breno disse...

Não ira ocorrer boicotes devido a propria comunidade gamer,que e por sua vez iletrada(quer dizer burra como uma porta)! O mais simples dos boicotes poucos conseguem fazer,que é deixar de comprar o jogo! O Fandumb vai ficar sempre apologetico defendendo os descasos feitos contra eles mesmos!

Jimmy666 disse...

Bom, existe custo sim na distribuição digital.
Tipo, comprei o BATMAN ARKHAM CITY no STEAM, certo?
Não sei a porcentagem de lucro do STEAM, mas se eu quiser desinstalar e instalar de novo o jogo milhoes de vezes o STEAm vai ter que arcar com os custos de hospedagem, largura de banda, etc...
Mas deve valer a pena, pois todo dia tem promoção de jogo que custa menos de 2 dolares...

Poa Kli-Kluu disse...

Eu acredito que a relação de custo/benefício seja, no mínimo, três vezes melhor vender digital.

Por mais que o steam tenha que arcar com as despesas de banda, essas despesas é consideravelmente menores que se fosse distribuir fisicamente, com caixa, manual, mídia, e tudo mais. É indiscutivelmente mais rentável. Só que está caminhando de acordo com a adaptação do mercado, que precisa se acostumar melhor em comprar jogos digitais, mas o futuro é todo digital.

Poa Kli-Kluu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucs disse...

DLC é uma merda mesmo.Patches gratuitos com conteúdo adicional são cada vez mais raros.
Absurdo comprar um jogo já capado,que pode ser ainda mais capado se for usado.
(aliás isso nem pode acontecer se for de distribuição digital)

tem também galinhas de ovos de ouro que são um quase pacote de expansão, vendidos a preço de jogo novo,e praticamente mata o antecessor (escrevi isso pensando em Modern Warfare)

Eu cheguei a pensar em fazer o pre-order do Battlefield 3,para receber os extras e penso em fazer o pre-order do Mass Effect 3 pela mesma razão.
Boicotar quase não é opção pra mim D:
Pelo menos a minha vontade de ter tais títulos na conta Steam ainda é maior,por isso vou esperar.

Jimmy666 disse...

Ontem comprei o Mortal Kombat Kollection no STEAm... pros que como eu tem mais de 30 anos sabem a nostalgia que esse tipo de jogo tras, ainda mais com suporte a lutas online, conquistas e outros mimos...
Po, mas pra revender custava ter dado uma garibada mais decente nos graficos?

Shadow Geisel disse...

Aquino, ainda não tinha lido o psot. eu tava pensando exatamente isso quando escrevi hoje um post sobre o demo de RE6. detesto essas empresas FDP que tratam os jogadores como cobaias. esse ramo do entretenimento está cada dia mais se envenenando, e ainda vai sobrar pros jogadores honestos. será que comprar o jogo original já não é apoio suficiente à desenvolvedora? num futuro próximo, meu irmão não vai poder jogar com a mesma cópia de jogo e teremos que comprar um jogo duas vezes na mesma casa. que absurdo!

Shadow Geisel disse...

"Jogos em vendas digitais não tem CUSTO ALGUM. Sem custo de frete, de caixa, de manual, de nada praticamente."

desculpem pelo atraso. tava perdendo uma ótima discussão. Poa, eles não só não têm custo nenhum (além dos de produção) como é VOCÊ que tem que pagar a conexão de internet para poder baixar o arquivo. paga-se duas vezes: pelo produto e pela aquisição do produto. cadê a nossa compensação?

Shadow Geisel disse...

"DLC é uma merda mesmo."
nem me fala. comprei o dlc do bioshock 2, pra poder alcançar o nível 50 no multiplayer. não veleu a pena. não tem quase nada que preste ou que faça realmente a diferença. me senti lesado, enganado. prefiro o conteúdo que vem no disco mesmo.

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