Retina Desgastada
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22 de fevereiro de 2011

Storystorm

Seguindo a dica do XboxPlus, seguem os primeiros 15 minutos de jogabilidade de Bulletstorm:

Bulletstorm está sendo vendido como um título agressivo, frenético, de ação ininterrupta e que veio para derrubar a hegemonia de Call of Duty e seus clones. Segundo seu slogan, ele vai "colocar a diversão de volta na arma". Há quem diga que Bulletstorm e Duke Nukem Forever trarão os FPS old school ao novo milênio. E a mídia sensacionalista está com uma idéia fixa de que se trata de um estimulador de estupros(!).

Vocês vão me desculpar mais uma vez, mas eu não vi nada disto. E gostei do que vi.

Nos primeiros quinze minutos de jogo temos diálogos, desenvolvimento de personagens, diálogos, palavrões, cutscenes e mais diálogos. Se você somar todo o tempo em que o jogador executa alguma ação não irá somar mais do que três minutos corridos, incluindo aí apertar botões, abrir portas, pular obstáculos, chutar coisas e, eventualmente, atirar. Neste mesmo intervalo de tempo, Duke Nukem ou o soldado sem nome de Doom já teriam matado mais de dez oponentes nos bons e velhos tempos, sem conversar com ninguém. A contagem de corpos só é menor do que no primeiro Half-Life, onde Gordon Freeman gasta um bom tempo passeando de trem e dando bom-dia para os colegas de trabalho.

Acredito que este começo morno de interatividade vai esfriar o ânimo de muitos jogadores que comprarem a idéia vendida pelo marketing. Quanto a mim, fico profundamente aliviado de que mesmo com esta proposta de ação insana, seus desenvolvedores tenham se preocupado em construir personagens com os quais eu possa empatizar e uma história que mantenha minha atenção presa em alguma outra coisa que não seja uma fileira de combos.

Na verdade, mesmo que o título não entregue a tempestade de balas que promete, acho que ficarei feliz de acompanhar a história de Grayson Hunt, Ishi Sato e o resto da trupe em sua jornada de vingança contra o General Serrano. Que chegue logo o demo para PC!

BulletStorm

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3 comentários:

Fabio Sooner disse...

Cara, eu acabei de jogar este trecho e mais um pouquinho e, realmente, foi meio estranho ver tantos set-pieces e interrupções para estabelecer a história neste jogo. Não esperava.

Porém, tenho a impressão de que para exatamente por aí. Quando jogar mais, comento se é isso mesmo. Mas de qualquer maneira, há outras coisas em Bullestorm que enriquecem a experiência: os cenários são lindíssimos, a direção de arte é excelente, os controles são responsivos... Gostei do que joguei até agora.

Hawk disse...

Acho que vou esperar o Bulletstorm 2.

Pode ser que siga o mesmo caminho do Mass Effect, onde no 1º era mais diálogo que ação.

NasfeR disse...

Bom, estou jogando e não vejo a hora da minha Key chegar pra poder jogar na live. Realmente o início do jogo perde muito tmepo (pra quem achou que seria uma chuva de balas) no desenvolvimento dos personagens, mas a medida que o a história vai se desenvolvendo o jogo vai ficando mais frenético e engraçado.
* Quando mencionou Duke e Bulletstorm como "old school" senti que havia referência do blog do onSSa ali.

Abraço!

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