Houve uma época em que um jogador veterano ia até as bancas de jornais procurando por algo capaz de expandir sua paixão e voltava para casa com um punhado de revistas contendo códigos, dezenas de fotos e "detonados". Ficava sempre a impressão de que algo estava faltando, de que os jogos eram tratados como um passatempo para crianças semi-letradas obcecadas por pontuação máxima e termos como "irado", "brutal" e "finish him". Até que a EGM chegou ao Brasil. De uma hora para outra descobrimos que era possível ler páginas e mais páginas de análises, avaliações, entrevistas e prévias. Pelo menos no papel, pois na internet este material já existia, mas a EGM veio cobrir a imensa lacuna entre o que víamos acontecer na web em sites jurássicos como o Theogames e o Lagzero (para citar alguns) e aquelas aberrações publicadas nas bancas.
As revistinhas ainda existem, não sei se as mesmas. Mas a EGM também. CEM edições depois, ela continua, provando que o mercado estava preparado para sua proposta. Mesmo com a crise econômica que matou a matriz americana. Mesmo com a mudança de nome para EGW. Mesmo com a entrada de concorrentes de peso, trilhando o caminho aberto pelos pioneiros.
De certa forma, sinto-me parte desta história. Como colaborador na edição 88 e e na edição 91, na seção Zine. Mas, principalmente, como leitor e incentivador. Então, parabéns a todos os envolvidos e a nós, leitores, que afirmaram e continuam afirmando mês a mês que eles querem conteúdo, que eles querem qualidade.
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