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15 de novembro de 2009

O Verdadeiro Gothic 4, Dê um Passo à Frente, Por Favor

risen_box E Risen finalmente saiu. Após mais de um ano de intenso hype de minha parte (e do companheiro Wasner), o novo título da Piranha Bytes tem duas tarefas árduas pela frente: fazer jus à qualidade dos dois primeiros Gothics criados pela equipe e, ao mesmo tempo, limpar o nome sujo deixado pelo fatídico Gothic 3. Pela análise publicada no Gamerview, os desenvolvedores alemães demonstram ter muitas qualidades, exceto a capacidade de mudar.

"(…) se você tiver a paciência de passar pelos primeiros pares de horas, vai descobrir que Risen é um RPG mais complexo e profundo do que parece."

"Nas primeiras horas, você anda pra lá e pra cá cumprindo objetivos para as facções."

"A história demora pra engrenar e seu personagem, no início, não passa de um quebra-galho."

"Você pode melhorar certas habilidades de forma individual ao encontrar professores que, pelo preço certo, aumentam a eficácia de suas habilidades (…)"

"Temos também a caça, que em níveis mais altos te ajuda a tirar e pele de animais abatidos e usar na confecção de armaduras leves, e a habilidades de ferreiro, que ajuda a criar armas a partir de metais minerados."

"O visual é acima da média, com cenários vastos e variados."

"E mesmo existindo uma esquiva e defesa com escudo, leva tempo para se acostumar ao ritmo das batalhas. As magias e armas de tiro (arco e flecha, por exemplo) ajudam bastante, mas se você gosta de se engajar em combate corpo-a-corpo vai precisar de muita paciência e dedicação."

Não há nada, absolutamente nada, que tenha sido escrito acima sobre Risen que não possa ser dito sobre qualquer um dos jogos da série Gothic. É impressionante como a Piranha Bytes não mudou a fórmula um único ingrediente. Sai o mundo de Myrtana, entra a ilha de Faranga.

E, pela quarta vez, eles falham em produzir  um sistema de combate que agrade a todos. Apesar de suas diferenças, eu diria que não tenho do que reclamar dos jogos anteriores no que tange o combate, exceto, talvez, a necessidade de aprender tudo de novo a cada tentativa de ajuste que os desenvolvedores fazem com um novo RPG. O primeiro Gothic tinha um método que envolvia mouse e teclado ao mesmo tempo, difícil de dominar, mas fluido depois de um tempo. Em Gothic 2, sai o teclado e entram em cena os movimentos do mouse e o tempo exato dos cliques; mais uma vez, difícil de aprender, mas fácil de dominar. Em Gothic 3, você só precisa clicar e clicar e os inimigos caem feito moscas, depois de um certo nível. Em Risen, parece que eles reinventaram a roda. De novo.

risen-wallpaper-videogame

Então, quem curtiu a série Gothic, vai se sentir em casa na nova franquia (é óbvio que será uma franquia...) da Piranha Bytes. Afinal, até os bugs voltaram!

"(…) Risen apresenta vários bugs que dão a impressão de que o jogo foi entregue às pressas."

E agora, Piranha Bytes? Em quem vai cair a culpa dos problemas dessa vez?

Ouvindo: Shiro Sagisu - Scene #? The Last Day
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