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22 de novembro de 2009

5 Fatos que Você Não Sabia Sobre Half-Life 2

Nada mais natural que, depois de publicar 5 fatos que você não sabia sobre o primeiro Half-Life, sua continuação receba o mesmo tratamento. Então, você acha que sabe tudo sobre o Combine, G-Man, a família Vance e o silencioso Gordon Freeman? Vejamos...

1. Lamarr

Talvez você não tenha percebido, mas Lamarr é um dos personagens mais significativos de Half-Life 2 e, sem sua intervenção, metade das aventuras de Gordon Freeman sequer teriam acontecido. Para os esquecidos, Lamarr é o headcrab de estimação do Dr. Kleiner. Com suas presas removidas, a pobre criatura perdeu sua periculosidade e tornou-se um animal doméstico exótico nas mãos do desajeitado cientista.

No momento em que Gordon Freeman tenta usar o novo sistema de teleporte para ser transportado até a base secreta da Resistência, Lamarr pula de um cano de ventilação e danifica o equipamento. Sem outra opção, Freeman é obrigado a seguir a pé, atravessando a City 17, os Canais e pegando a estrada litorânea em uma longa jornada até o local onde Vance e os outros se escondem.

lamarr Lamarr foi batizado em homenagem à atriz hollywoodiana Hedy Lamarr. Em alguns momentos, Kleiner também chama a criatura de "Hedy". Lamarr, a atriz, participou de dezenas de filmes nas décadas de 30 e 40. Mas engana-se quem pensa que o Dr. Kleiner seja um cinéfilo saudosista. Muito provavelmente a homenagem vem do outro lado de Hedy Lamarr, que, como cientista, ajudou a inventar um sistema de telecomunicações para os militares que serviu de base para o atual sistema de telefonia celular. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela tentou entrar para o Conselho Nacional de Inventores, nos Estados Unidos, mas foi convencida de que poderia contribuir melhor para o esforço de guerra se usasse seu status de celebridade para angariar fundos.

Hedy Lamarr, a atriz e cientista, morreu em 2000 e suas cinzas foram espalhadas em uma floresta na Áustria, seu país natal. Hedy Lamarr, o headcrab, foi visto pela última vez embarcando acidentalmente no foguete orbital que é disparado ao final do Episode 2.

2. Mostrando o Rosto

Em sua época de lançamento, Half-Life 2 enfrentou a dura concorrência de outro gigante dos jogos eletrônicos: Doom 3. O produto da Valve, filho direto de um engine criado pela id Software, iria competir com o novíssimo motor gráfico da própria id Software. Se os horrores infernais de Marte impressionavam pelos impressionantes efeitos de luz e sombras, a Valve atacava em três quesitos: leveza, física e reprodução de face. Enquanto Doom 3 era o equivalente da época de Crysis, exigindo máquinas parrudas para rodar adequadamente, Half-Life 2 podia ser jogado em equipamentos mais modestos. E a física realista apresentada iria mudar a face dos jogos para todo sempre.

Mas... e as faces? Interessada em entregar a história interativa mais imersiva e passional possível, era essencial para a Valve que seus "atores" fossem capazes de transmitir emoção. Enquanto Doom 3 focava em sustos e carnificina, Half-Life 2 possuía um roteiro, diálogos complexos e personagens que tentavam se aproximar da vida real. E, para isso, era necessário que eles tivessem expressões faciais.

Novas técnicas de mapeamento de rosto foram criadas e emoções foram programadas para serem refletidas em polígonos de avatares altamente detalhados. O grau de proximidade com os modelos utilizados pode ser verificada abaixo:

Modelos (clique para ampliar)

Curiosamente, em sua busca por modelos com características únicas, os desenvolvedores não apelaram para agências, mas encontraram exemplos em seu cotidiano. O modelo usado para o "Dr. Kleiner" era um contador de uma firma localizada acima do escritório da Valve. Ele foi escolhido quando descia o elevador com a equipe da Valve. "Eli Vance" era um morador de rua que segurava um cartaz pedindo emprego! O insano "Padre Grigori" era o pai de um dos designers. "Barney Calhoum" teve seu rosto emprestado de um gerente da própria Valve. Outros papéis foram preenchidos através de um anúncio de classificados.

Gordon Freeman, apesar de não mostrar o rosto em todo o jogo, precisou de oito modelos para compor sua face, utilizada somente em imagens promocionais.

gordon-freeman

3. "Monstros Verdadeiros Nunca Morrem"

Durante o desenvolvimento do jogo, muitas idéias surgiram, criaturas foram desenhadas, modeladas, animadas e depois cortadas do produto final por diversos motivos. Conheça agora a lista dos excluídos, os inimigos de Gordon Freeman que não entraram em Half-Life 2 ou em seus episódios, mas que, segundo a própria Valve, podem aparecer algum dia porque "monstros verdadeiros nunca morrem":

 Cremator

Sacktick

The Hydra Synth Ant Lion King  The StampederCombines

 

 

4. Jogando com Fichas

half-life2-survivor A legendária Taito não poderia ficar de fora do sucesso comercial de Half-Life 2. No Japão, como não podia deixar de ser, foi lançada uma máquina Arcade com uma versão especial do jogo, chamada de Half-Life 2: Survivor. Rodando em uma tela de LCD de 32 polegadas, a 1360x768 de resolução, Gordon Freeman e sua turma podem ser controlados através de joysticks e pedais.

O Arcade suporta três tipos diferentes de partidas: Story, que segue os eventos do Half-Life 2 tradicional, mas focando somente nas batalhas e deixando a história de lado (um "story mode" sem história!); Mission, que apresenta três mapas distintos para ser jogado de forma cooperativa em rede e alcançar objetivos pré-determinados; e Deathmatch, onde os jogadores em rede se dividem em Combines e Humanos para um mata-mata, com suporte a classes.

Infelizmente, a máquina nunca foi disponibilizada fora do Japão. Apesar de sua perspectiva em primeira pessoa, alienígena para a cultura japonesa dos arcades, a adaptação teve uma boa receptividade no país.

5. Gordon Freeman Existe?

Quando os físicos do CERN criaram o LHC, o mundo inteiro ficou preocupado, acreditando que talvez o Homem finalmente tivesse inventado algo capaz de romper a estrutura do espaço e do tempo e destruir todos nós. O fato de Gordon Freeman ter sido avistado no meio da equipe de cientistas não ajudou muito a nos tranqüilizar:

lhc

Considerando o histórico do doutor Freeman com experimentos arriscados, só poderíamos esperar pelo pior. Entretanto, o LHC foi ligado e nada aconteceu. Pelo menos, nada catastrófico. Não tivemos uma Ressonância em Cascata, nenhum portal foi aberto para outra dimensão, nenhuma invasão alienígena ocorreu.

Por via das dúvidas, um site americano decidiu se precaver e enviou um kit de sobrevivência para o CERN. O kit continha um guia estratégico para Half-Life 2, um chapéu em forma de headcrab (para fins de treinamento)... e um pé-de-cabra. Acompanhando o pacote, havia uma nota: "Entregue isso a Gordon Freeman. Ele saberá o que fazer."

kit

Quem acredita que a piada termina aqui, está enganado. O pacote chegou ao sósia de Freeman no CERN, que comprou a idéia. Vestido devidamente a caráter, ele mostrou que está preparado para assumir seu papel, se for necessário (e Deus queira que não seja!):

freeman-cern

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Um comentário:

Hawk disse...

Muito bacana estes pontos. Parabéns.

O último item, onde "Gordon" aparece a caráter, eu ri muito da esportividade do cientista.

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