Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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20 de setembro de 2008

PROCON Neles!

A indústria dos jogos eletrônicos morre de medo da pirataria. Alega que perde anualmente milhões de dólares por conta das cópias ilegais, ainda que seja a indústria de entretenimento mais lucrativa de todas. Para vencer esta guerra contra os piratas, apelam para toda sorte de truques sujos, que, no fim das contas, prejudicam somente o consumidor verdadeiro.

Spore O caso Spore chegou até mesmo na grande mídia. Inconformados com as opressoras regras de instalação do jogo, os compradores bombardearam a Amazon com notas baixas e um dos jogos mais aguardados do ano acabou ficando com apenas uma estrela e meia no site de vendas. A EA Games não aprendeu a lição com o cancelamento do sistema de ativação de Mass Effect. 

E tampouco evitou a propagação de Spore em sites de Torrent. Pelo contrário, a raiva impulsiona os downloads, nas palavras de um internauta deixadas em um portal de pirataria:

"Baixando esse torrent você está fazendo a coisa certa. Está mostrando para a EA que as pessoas não aceitam as ridículas regras draconianas dos seus vírus DRM. Você tem o poder de fazer deste o jogo mais pirateado da história e dar um soco virtual na cara das corporações."

O que a indústria pretende alcançar com estas táticas?

Pirata é a Tua Mãe!

Pirata A insatisfação não parte apenas dos jogadores. Desenvolvedores também estão preocupados com esta escalada no conflito. Os estúdios Stardock e Gas Powered Games resolveram inclusive publicar um manifesto de repúdio a estes procedimentos e uma lista de direitos dos jogadores de PC.

A tradução (fonte: Gamesbrasil) segue abaixo, o grifo é meu:

  1. Jogadores devem ter o direito de devolver jogos que não rodam com os seus computadores e receber um reembolso total.
  2. Jogadores devem ter o direito de exigir que os jogos sejam lançados em um estado final.
  3. Jogadores devem ter o direito de esperar atualizações significativas após o lançamento de um game.
  4. Jogadores devem ter o direito de exigir que gerenciadores de download e update não forcem a si próprios ou sejam obrigados a carregar a fim de jogar um game.
  5. Jogadores devem ter o direito de esperar que os requisitos mínimos para um jogo signifique que de fato o jogo rode de forma adequada neste computador.
  6. Jogadores devem ter o direito de subjugar que os games não instalem drivers ocultos ou outros softwares potencialmente prejudiciais sem o seu consentimento expresso.
  7. Jogadores devem ter o direito de baixar novamente a qualquer momento as últimas versões dos games que tenham adquirido.
  8. Jogadores devem ter o direito de não ser tratados como potenciais criminosos por desenvolvedores ou publishers.
  9. Jogadores devem ter o direito de exigir que um game single-player não os force a estar ligadas à Internet cada vez que quiser jogar.
  10. Jogadores devem ter o direito sobre os jogos que são instalados no disco rígido para os mesmos não exijam um CD/DVD mantido no driver para jogar.

O presidente da Stardock, Brad Wardell, afirma que a única forma dos jogadores conseguirem mudar a forma como a indústria trata o assunto é através do mercado e sugere até a criação de um selo para os jogos que seguirem o manifesto. A resposta dos consumidores ao sistema de ativação de Spore mostra que há espaço para uma reação.

Se algo irá mesmo mudar a longo prazo é impossível dizer. Mas a PC Gaming Alliance, espécie de confederação dos desenvolvedores de jogos, já anunciou que irá formar comitês para estudar o assunto e convidou pessoalmente Brad Wardell e a Stardock para se juntar a eles e encontrar uma solução para estes problemas.

Ouvindo: SITD - Snuff Machinery (Club Version)
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