Retina Desgastada
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2 de julho de 2008

Jogando: Advent Rising (parte 3) - Conclusão

Após finalmente conseguir me livrar de Barack Obama, fui brindado com algumas incongruências na história antes do final. Para começar, um golpe de estado inesperado, sem sentido e que não demorou nem vinte minutos para ser contornado. Uma bobagem que poderia ter sido eliminada na edição do jogo, mas aí teríamos um jogo vinte minutos mais curto do que já é, certo? Logo em seguida, uma interminável sucessão de batalhas soníferas contra os “temíveis” Seekers, os vilões da trama. A esta altura, Gideon, o jovem herói já desenvolveu seus poderes de telecinésia a tal ponto que não precisa mais de armas. E eu nunca me canso de erguer os inimigos no ar, sacudi-los contra as paredes e arremessá-los com violência no chão: é o melhor de Advent Rising. A esta altura eu também não estava me importando muito com o desenrolar dos fatos, os personagens não são cativantes e o enredo consegue ser ao mesmo tempo simplório e complicado. Um pouco de conversinha e lá ia Gideon erguendo Seekers e jogando longe como bonecos. Vou sentir falta da telecinésia em outros jogos:

Advent Rising - Telecinésia
a tela é do Xbox, mas o efeito no PC é idêntico

Mais adiante no jogo, outra batalha com um chefe tipo puzzle. Se não fosse pelo guia, eu ia perder horas enchendo a criatura de tiros em vão... Já mencionei que não dá para usar telecinésia diretamente contra os chefes? Derrotado mais um chefe, temos uma fuga alucinada porque uma bomba vai explodir e uma triunfante aparição de Gideon.

Após um epílogo brega de doer, sobem os créditos. O jogador desavisado fecha o jogo e dá como acabado. Mas... (bendito seja o guia!) existe um outro final após os créditos! Tenha paciência e espere para ver uma sequência bem mais interessante e uma batalha épica com o melhor chefe de todo o jogo! Infelizmente, é um chefe que também precisa de uma combinação exata de ações para ser derrotado. Vencida esta última etapa, Advent Rising ainda insiste em oferecer um novo epílogo misterioso (e clichê) que faria uma conexão com os outros dois jogos da série, que nunca serão feitos.

Pontos positivos de Advent Rising: a telecinésia (nota 10!), a variedade de ações na primeira metade do jogo, a fantástica trilha sonora, alguns dos cutscenes que são de tirar o fôlego. Pontos negativos de Advent Rising: a falta de criatividade em vários momentos, os diálogos sofríveis (e a consequente decepção com Orson Scott Card), os chefes de fase, a entediante segunda metade do jogo. Nota final: 7.0.

Ouvindo: Oingo Boingo - Pain
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