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7 de junho de 2008

Nas Telonas: Bioshock e Prince of Persia

Considerando que a indústria dos jogos eletrônicos se tornou o ramo do entretenimento que mais fatura, nada mais natural que a indústria cinematográfica corra atrás do prejuízo. Entram em cena agora diretores de renome para duas adaptações de jogos. Nada mais de Paul W.S. Anderson (Resident Evil, Mortal Kombat) ou Uwe Bowell (House of the Dead, Alone in the Dark). Gore Verbinski foi anunciado como o diretor do filme baseado em Bioshock e Mike Newell será o encarregado em adaptar Prince of Persia para o cinema.

Ainda que eu não tenha jogado nenhum dos dois títulos e meu conhecimento se resuma a análises lidas, vídeos assistidos e imagens visualizadas, eu tenho a estranha sensação de que algo não está certo.

bioshockGore Verbinski vem de uma carreira meteórica, com todo o sucesso da série Piratas do Caribe apoiando-o. Considerando sua experiência, eu o teria escalado para dirigir as aventuras do príncipe da Pérsia. Seria perfeito. Mas ele irá dirigir a adaptação de um dos jogos mais pertubadores lançados recentemente. Talvez Verbinski lembre-se de como foi quando filmou O Chamado...

Não se sabe ainda como será o caminho que Bioshock irá tomar. Fico na expectativa que eles não suavizem o tema da utopia que se deteriora e vira um inferno de aberrações genéticas e não tenhamos criaturas magnificamente modeladas, verdadeiros prodígios da maquiagem e dos efeitos especiais,  mas incapazes de meter medo, como em Piratas do Caribe.

(de qualquer forma, como é possível adaptar uma história com um único protagonista que vaga por corredores deteriorados mandando tiro em monstros saídos de pesadelos? Alguém pensou em diálogos?)

Prince of Persia Mais estranha é a escolha de Mike Newell. Ele traz no currículo o filme romântico Quatro Casamentos e um Funeral, o drama Sorriso de Mona Lisa, o estranho Donnie Darko e a aventura Harry Potter e o Cálice de Fogo. Não que ele seja um diretor fraco. Quase todos estes filmes são excelentes, cada um em seu nicho. Mas as peripécias do jovem bruxo são a coisa mais próxima que Newell chegou de fazer um filme de ação e o resultado foi burocrático. Não fosse o peso do livro impulsionando uma legião de fãs ao cinema, acredito que o filme passaria em brancas nuvens. Pode-se esperar o mesmo resultado por parte dos aficcionados pelo jogo? Não acredito.

Os produtores de Prince of Persia não parecem ter dúvidas sobre a competência do diretor e a escalação do elenco já começou. Jake Gyllenhaal (de Donnie Darko e O Segredo de Brokeback Mountain) fará o papel principal, enquanto Alfred Molina (o Doutor Octopus de Homem-Aranha 2) fica com o papel de mentor do príncipe e Ben Kingsley (que tanto já ganhou o Oscar como Gandhi quanto já participou da execrável adaptação de Bloodrayne) será o vilão da história.

Ambas as produções estão programadas para estrear ano que vem. Fica a torcida que estes dois competentes diretores consigam contornar os aparentes obstáculos e realizar filmes de qualidade. Quem sabe, desta vez, Hollywood consiga se livrar da má qualidade das adaptações e não estejamos diante de um novo Doom ou um novo Hitman...

Ouvindo: Christopher Lawrence - Rush Hour
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