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19 de maio de 2019

Lembrando Mass Effect

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Ás vezes, eu me pergunto se a trilogia Mass Effect realmente aconteceu. Seria possível que eu tenha jogado uma saga de ficção-científica tão brilhantemente narrada, com personagens tão marcantes e um escopo tão grandioso poucos anos atrás? Teria sido um sonho, toldado por um amanhecer brusco em seus minutos finais, e ainda assim inesquecível? Teria mesmo a indústria dos jogos produzido um épico para nossa era, em meio a tantas metas mercantilistas, design por comitê, busca do menor denominador comum? A mesma Bioware que hoje se arrasta pela lama, amarrada a um título problemático, teve um passado glorioso?

Seis anos se passaram desde que toquei na franquia pela última vez, buscando uma distância segura de Andromeda, para não me machucar. Há partes de mim que ainda não se recuperaram da agonia de Shepard e sua fantástica trupe de amigos. Entretanto, também há partes de mim que estão começando a se esquecer do que foi experimentado.

Felizmente, uma breve leitura de Blue Rose of Illium, uma webcomic criada por fãs, sem nenhum compromisso oficial com a Bioware, é o suficiente para reacender aqueles detalhes que tornaram Mass Effect tão especial. Uma história menor, talvez enterrada em meio a tantas missões paralelas na trilogia, vem à tona e me relembra sobre o que a franquia era: não grandes batalhas espaciais ou a sobrevivência da vida na galáxia, mas os aspectos "humanos", as vidas e tristezas, as conquistas e as existências de personagens que pareciam feitos de carne e osso e não NPCs de um grande jogo.

Saudades, Bioware. Vocês poderiam me contar outra história?

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