A continuação de Risen está quase aportando entre nós. Com chegada marcada para 24 de abril, Risen 2: Dark Waters dá uma guinada na velha tradição da fantasia medieval e nos traz na bagagem armas de fogo, piratas, papagaios, feiticeiros vodu e gnomos flibusteiros. Já está em pré-venda no Steam. Já tem DLC exclusivo para quem comprar antecipadamente, colocando a desenvolvedora Piranha Bytes na lista negra das empresas que saqueiam nosso bolso sem pudor.
Com o banho de água fria da história do DLC, e ainda com calafrios do final catastrófico do primeiro Risen, eu diria que meu nível de expectativa para um título da criadora de jogos alemã é o mais baixo desde o segundo Gothic. Para piorar minha desconfiança, percebi que o jogo se passa poucos anos após o primeiro título, mas dá um salto "tecnológico" impressionante. No microverso de Risen, em poucos anos a sociedade saltou da Idade Média para as Grandes Navegações, mudou a forma de confeccionar roupas, mudou penteados, descobriu a pólvora, fabricou armas de fogo em larga escala e abandonou a magia tradicional (que fazia um homem flutuar montanha abaixo, lançar bolas de fogo e ataques congelantes e outros feitiços essenciais). Uma simples olhada nas artes dos dois jogos já deixa claras as diferenças (acredite, é o mesmo sujeito):
Espero que, pelo menos, expliquem o que aconteceu com a armadura mágica e a arma mágica que ele carregava no final do primeiro episódio. Porque deu um trabalho danado para encontrar.
Apesar das inconsistências, do DLC e da incapacidade de gerar um final satisfatório (vale petição?), eu diria que a Piranha Bytes ainda tem créditos comigo. Tenho uma fé irracional de que Risen 2 deve ser uma experiência que irei adquirir quando baixar o preço. Pode ser um bem-vindo sopro de novidade no cenário dos RPGs. Ou pode afundar de vez o navio da série, o que empurraria o talento da desenvolvedora finalmente de volta para a franquia Gothic.
Enquanto isso, confira abaixo o novo trailer de Risen 2, cortesia do camarada Wasner, via twitter:
6 Comentários
apesar de jogos como skyrim serem muito bons, parece que os RPGs à moda antiga estão cada vez mais escassos.
Nota, caso alguém ainda não tenha dito: impossível não lembrar de Piratas do Caribe ao assistir a esse trailer. tomara que o jogo seja bom e tenha personalidade própria.
Assim como você Jimmy, por mais que eu não tenha jogado, duvido que eu vá mudar de opinião sobre essa franquia. Quem sabe se for aclamado por algum bloqueiro que eu acompanhe ou se apresentar mecanismos interessantes, talvez eu jogue.
Se eles precisam de algo, antes de mais nada, precisam mesmo é explicar esse avanço tecnológio abrupto como você mesmo disse Aquino, mas vale lembrar que em um mundo com magia tudo se torna mais fácil... Mas antes de mais nada, só espero que esse título consiga criar uma personalidade própria.
E mais uma vez essa semvergonhice(matando o portugueês propositalmente) da DLC. Piranha Bytes na red list.
Aliás, se há um jogo que foi produzido pela Deep Silver que me chamou a atenção foi Sacred 2 e Dead Island. Pelo jeito ainda vai levar um bom tempo pra outro jogo deles somarem a estes.
por causa do final tosco, perdi todos esperanças do segundo ser bom.