Retina Desgastada
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3 de abril de 2017

Contrato de Morte

Quando o novo Hitman foi anunciado, confesso que não coloquei fé. Não que eu seja um entusiasta da franquia, tendo jogado apenas o 2 até o final e as primeiras missões do original. Mas, a ideia de reiniciar a série, colocar o assassino em um jogo com episódios liberados a conta-gotas... acreditei que a Square-Enix não entregaria conteúdo o suficiente para justificar a mudança, que o jogo seria abandonado no meio do caminho em prol de um Hitman 2 ou Hitman: Revelations e que aquele seria o último prego no caixão da franquia.

Enganei-me redondamente. Não apenas a desenvolvedora continuou mantendo a chama do jogo acesso, com missões novas e desafios semanais, como ainda seguiu com atualizações, correções de bugs e interesse na comunidade. Os jogadores abraçaram a ideia e criaram milhares de contratos customizados, mantendo a roda girando e o Agente 47 bastante ocupado.

Para celebrar o primeiro aniversário do jogo, a Square-Enix publicou um infográfico lotado de informações (clique para ampliar ainda mais):

One_Year_of_Hitman

Mais de 100 horas de jogabilidade? Quem diria? Eu duvidei. E agora pago minha língua.

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9 comentários:

Shadow Geisel disse...

"Mas só 2% dos jogadores mataram Ken Morgan com um coco..." rsrsrsrsrs
Legal esse apoio da empresa. A Actvision devia aprender uma lição ou duas com a Square-Enix.

Gledson A. disse...

Todo mundo esquece que não dá para jogar offline (mesmo o jogo sendo exclusivamente Single Player) e que esses Elusive Targets são, por definição, um cuspe na cara de jogadores "atrasados". Quero ver como esse jogo vai ficar depois de perder o suporte daqui a alguns anos...

disse...

Dá até pra acreditar no FF VII de "episódios" agora.

Quando ao comentário do Gledson, bem, tecnicamente as empresas estão cagando para "jogadores atrasados". Tanto que o contrato anti-pirataria delas com a Denuvo é "proteção de 3 meses ou seu dinheiro de volta", porque as vendas após o hype inicial não é relevante.

Ao menos é assim que a "industria" enxerga a coisa, salvo algumas raras exceções (que por serem exceções justamente comprovam a regra)

Gledson A. disse...

C² você não deixa de ter razão, mas não duvido que os "malévolos piratas" não já tenham conseguido um jeito de guardar esses Elusive Targets para serem jogados sempre que as pessoas quiserem. Ou seja, vale realmente a pena pagar por algo e ter menos que alguém que não paga nada? Vale a reflexão.

disse...

Eu acho que a nova moda dos desenvolvedores para fazer as pessoas continuarem comprando o jogo após o boom dos meses iniciais agora é o "living content". O jogo é lançado bem cru e vai sendo adaptado a reação do público. Final Fantasy XV é o melhor exemplo disso, em que um capitulo inteiro foi refeito a pedido dos fãs, mas Hitman é outro bom exemplo disso.

Então, a lógica da industria é a seguinte: no fim das contas ambos vão ter o mesmo conteúdo, piratadas e quem pagou. Mas quem pagou vai acompanhar a evolução do jogo e essa "experiencia" pare muito importante para os gamers hoje em dia. Ao menos tem funcionado, pelo momento

Gledson A. disse...

Não vejo vantagens em receber um produto defeituoso e pagar para ver a evolução do mesmo. Mas é claro, depender do bom senso dos compradores é sempre esperar por nada. Veja o que DLCs e pré-vendas são hoje.

Shadow Geisel disse...

Bem lembrado, C². Final Fantasy 15 foi lançado incompleto porque a desenvolvedora não conseguiu finalizá-lo com a mesma qualidade da primeira parte a tempo. A cada declaração da Square-Enix sobre os DLCs isso fica mais claro.
P.S: deixando bem claro que o meu elogio foi ao conteúdo do jogo, não ao formato. Não apoio esse formato de vendas por capítulos. Nunca comprei um jogo dessa forma e nem pretendo, tampouco jogos apenas online (desligou o servidor, tchau o investimento que você fez no jogo). Eu só compro jogos que usam essa tática quando sai uma edição completa (tipo Walking Dead da TTGames), e apenas se o valor for o mesmo de um jogo padrão.

disse...

Mas DLCs e pré-vendas são um sistema que funciona para as empresas. Obvio que eu tambem acho uma sem vergonhice, mas quando você olha as vendas vai ver que os gamers em geral reclamam disso só da boca pra fora. Ou seja, as pessoas estão comprando e estão curtindo, do contrário não colocariam seu dinheiro aí.

E essa é uma tendencia moderna atual, vide Mass Effect Andromeda. A politica das empresas é "ah, lança de qq jeito que eles vão comprar e depois a gente arruma o que eles reclamarem" e os consumidores estão batendo palma e socando dinheiro aí, então de quem é a culpa realmente?

Realmente, não é uma coisa que faz sentido quando você pensa sobre isso logicamente, mas é como tem funcionado.

Claro, alguns casos estão além de qualquer salvação (tipo Assassin's Creed Unity e No Man's Sky - que dizem que até ficou um jogo bom agora, mas o estrago já está feito), mas isso está mais funcionando do que falhando para as empresas.

Shadow Geisel disse...

"ah, lança de qq jeito que eles vão comprar e depois a gente arruma o que eles reclamarem"

Isso, Tenho a mesmíssima sensação de que é assim que as coisas serão feitas daqui pra frente.

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