Retina Desgastada
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11 de agosto de 2008

Terra de Bravos

Gothic Era uma vez, há muito tempo atrás, um grupo de desenvolvedores de jogos que atendia pelo nome de Piranha Bytes. Apesar do trocadilho horroroso em seu nome, a empresa realizou grandes feitos. Após quatro anos de dedicação exclusiva criando uma engine própria e estabelecendo a história de fundo para um RPG, eles lançaram Gothic. Jogadores bem-aventurados de todo o mundo foram abençoados com uma experiência única e surgiu a lenda de um pequeno jogo alemão obscuro capaz de rivalizar com os gigantes americanos. Rapidamente, o jogo entrou para a lista de favoritos deste que vos escreve.

Satisfeitos com sua obra e incentivados pelos seus admiradores, os brilhantes criadores da Piranha Bytes repetiram a façanha lançando Gothic II. O novo jogo usava uma versão ligeiramente modificada da engine original e ampliava os horizontes fantásticos do universo do Herói Sem Nome. O resultado uma vez mais garantiu o lugar do jogo em minha lista de favoritos.

Seria a Piranha Bytes capaz de repetir a façanha uma terceira vez? A resposta, após Gothic III, foi um sonoro “não” por parte da crítica e dos mesmos jogadores que aguardavam por uma continuação. Abstenho-me de emitir uma opinião, por motivos maiores que minha vontade. Mas, teria a Piranha Bytes perdido seu dom mágico ou forças mais sinistras estariam por trás da queda da série Gothic? Segundo informes não-confirmados, a produtora JoWood teria apressado a conclusão da obra e, consequentemente, provocado o lançamento de um jogo infestado de bugs e com uma história incompleta.

A partir deste ponto, o conto de fadas alemão se transforma em uma dura e cruel história da vida real que se repete ano após ano. Não seria a primeira vez que a implacável mão de ferro de uma produtora teria se abatido sobre desenvolvedores oprimidos. Há mais precedentes do que seria saudável na indústria dos jogos eletrônicos. Após incessantes discussões de contrato, a Piranha Bytes se recusou a fornecer novas correções ou dar suporte para um jogo que foi instruída a lançar com problemas. Os jogadores ficaram no meio do fogo cruzado. A JoWood dispensou os serviços da desenvolvedora.

Fim da história? Não. A JoWood herdou os direitos de lançar jogos com as características e o nome da franquia e já escalou a Spellbound para lançar o próximo Gothic.

Risen Os desenvolvedores da Piranha Bytes viram sua reputação manchada e perderam sua primeira e única criação, após tantos anos de dedicação. Fim da história? Não. Felizmente, este pequeno conto de horror promete um final feliz. Os verdadeiros gênios por trás da série Gothic deixaram o passado para trás e já preparam sua próxima investida. Seu nome? Risen. O novo RPG envolve uma ilha misteriosa, templos emergindo do nada e uma invasão de bizarras criaturas. A esperança perdura... os magos ainda guardam muitas cartas na manga.

Ouvindo: Kremaster - Kodex

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