Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos

30 de dezembro de 2009

Histórias que Nossas Babás Não Contavam

The Last Wish Era uma vez um guerreiro implacável, de longos cabelos brancos, assassino eficaz, espadachim invencível. Temido por seus semelhantes, odiado por todos os outros, ele combatia as forças das escuridão da melhor forma possível e, para grande pesar seu, sempre deixava para trás uma pilha de cadáveres. Ele era o melhor que existia naquilo que fazia, mas em seu peito carregava um profundo desgosto pela constante necessidade de matar. Se você pensou em Elric de Melniboné, criado por Michael Moorcok, meus sinceros parabéns pelo bom-gosto, mas você está enganado. Se você pensou em Drizzt Do'Urden, criado por R. A. Salvatore, isso prova que você é um veterano de Dungeons and Dragons, mas também está errado. Estou falando de Geralt de Rivia, o witcher criado pelo polonês Andrzej Sapkowski em 1993.

Se Geralt compartilha determinadas características com outros personagens anteriores, ele se destaca do universo tradicional de fantasia por ter em suas aventuras uma imprevista dose de cinismo, niilismo, duro e áspero realismo e um olhar de zombaria sobre o costumeiramente doce mundo dos contos de fadas. Onde mais você encontraria questões como política, incesto, sexo antes do casamento, escolhas morais e outros elementos adultos?

A saga de Geralt começou na Polônia, no inicio dos anos 90, e já se expandiu em diversos livros, romances e coletâneas de contos. Em seu país de origem, a obra já foi adaptada para o cinema e para a televisão (ainda que com resultados pouco expressivos), além de graphic novels e um jogo. E foi justamente o jogo The Witcher que ajudou a popularizar o personagem fora do circuito do Leste Europeu. Em 2007, finalmente, o primeiro livro (uma coletânea de 7 histórias curtas) foi traduzido para o inglês: The Last Wish. Curiosamente, o livro existe também em português, traduzido em 2005 para "O Último Desejo" e publicado pela editora portuguesa Livros do Brasil (apesar do nome da editora, o livro não chegou oficialmente por aqui).

 The Witcher 23

A palavra witcher não existe no idioma inglês e, uma livre tradução para o português seria bruxeiro. Geralt é um caçador de monstros em um mundo de fantasia medieval assolado por horrores que não se limitam apenas às florestas escuras. Muitas vezes, ele irá descobrir que as maiores monstruosidades estão ocultas no coração do mais "nobre" dos homens e que muitas delas não podem ser derrotadas. Capturado enquanto criança por um grupo de feiticeiros, ele recebeu treinamento pesado e sofreu mutações brutais (semelhante a um certo super-soldado do futuro...). O resultado é um andarilho que vaga de vila em vila, de cidade em  cidade atrás de feras para serem destruídas em troca de dinheiro.

The Last Wish surpreende como um soco no estômago. Após tantos livros de fantasia, um leitor veterano pode achar que já descobriu para onde um determinado conto irá se encaminhar, apenas para ter sua expectativa revertida por um novo dado, uma nova reviravolta na trama. No mundo de Geralt nada é o que parece ser e decisões difíceis precisam ser tomadas a cada instante: onde o certo nem sempre é o melhor, onde a vitória nem sempre tem um sabor agradável e o final feliz é seguido por uma sombra de incertos futuros. Desta forma, Sapkowski, seu autor, se insere no panteão dos grandes escritores do gênero, não por seguir o caminho já trilhado por tantos outros, mas por apresentar incômodos paralelos com nosso mundo, por mostrar aquilo que se esconde por trás dos véus de seda das histórias infantis e por tentar mostrar como é árdua a tarefa de manter-se moralmente correto cercado por dilemas insolúveis. As aventuras de Geralt não são épicas: ele não luta para salvar o Universo, ele não é o "prometido", sua espada não é encantada (não mais do que a média, pelo menos), não existe um terrível Imperador do Mal para ser sobrepujado. Os problemas que ele resolve estão entremeados ao cotidiano dos vilarejos, são maldições de origem misteriosa, monstros incompreendidos ou tramas arquitetadas pela cobiça, inveja ou preconceito. No fundo, sua luta não traz redenção, apenas alívio. Sua cruzada não tem boas perspectivas. Mas ele segue em frente.

Se o jogo tiver metade do tom criado por Sapkowski, o título terá conquistado um fã incondicional. E graças ao preço reduzido no Steam, breve, muito em breve, estarei na pele de Geralt, na virtual tarefa de caçar monstros humanos e inumanos.

The Witcher The Witcher - Creature

Geralt 2

Ouvindo: phoenixdk - Ablaze (MAP10 - The Demon's Dead)

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24 de dezembro de 2009

Papéis de Parede de Natal (para jogadores) – Versão 2009

Papel de Parede Gratuito de Jogos : Blizzard - Cartão de NatalBlizzard - Cartão de NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : S.T.A.L.K.E.R. - NatalS.T.A.L.K.E.R. - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Killzone 2 - ChristmasKillzone 2 - Christmas
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Crysis - NatalCrysis - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Crazy Arcade - ChristmasCrazy Arcade - ChristmasPapel de Parede Gratuito de Jogos : The Sims 2 - ChristmasThe Sims 2 - Christmas
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Rare - NatalRare - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Katamari Damacy - Cartão de NatalKatamari Damacy - Cartão de NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Katamari Damacy - Cartão de NatalKatamari Damacy - Cartão de Natal
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Larian Studios - Papai Noel RadicalLarian Studios - Papai Noel RadicalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Fallout - Boas Festas!Fallout - Boas Festas!Papel de Parede Gratuito de Jogos : Ragnarok Online - NatalRagnarok Online - Natal
Papel de Parede Gratuito de Jogos : World of Warcraft - Festa de NatalWorld of Warcraft - Festa de NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Savage - Cartão de NatalSavage - Cartão de NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : The Sims 2 - NatalThe Sims 2 - Natal
Papel de Parede Gratuito de Jogos : World of Warcraft - NatalWorld of Warcraft - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Sonic e Amigos - NatalSonic e Amigos - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Yoshi - NatalYoshi - Natal
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Worms - Feliz NatalWorms - Feliz NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : World of Warcraft - NatalWorld of Warcraft - NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : The Nightmare Before Christmas - Oogie's RevengeThe Nightmare Before Christmas - Oogie's Revenge
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Counter-Strike ChristmasCounter-Strike ChristmasPapel de Parede Gratuito de Jogos : Lucas Arts - Feliz NatalLucas Arts - Feliz NatalPapel de Parede Gratuito de Jogos : Diablo - Feliz NatalDiablo - Feliz Natal
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Warcraft - ChristmasWarcraft - Christmas  
Ouvindo: Mazedude - Silent Healer (MAP02 - The Healer Stalks)

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23 de dezembro de 2009

Feliz Natal a Todos!

Problemas com minha conexão à Internet provam que minha recente onda de azar ainda não chegou ao fim. Sem acesso e com tempo livre, tenho me dedicado ao jogo Dark Messiah of Dark Magic (breve, uma análise completa).

A época, entretanto, não poderia ser mais propícia para nós jogadores: com descontos absurdos no Steam e promoções no GOG, não vai voltar jogo debaixo da árvore de Natal de ninguém.

Para aqueles que me acompanham, muitas felicidades, harmonia, pixels e rabanada. Um grande abraço e até o dia em que a operadora consertar minha conexão!

Ouvindo: O histriônico, exagerado e desinteressante especial da Globo na TV...

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20 de dezembro de 2009

Top Best Melhores do Ano (segundo o Gamerview)

GamervDiferentemente do Meio Bit Games e do Campo Minado, o site Gamerview decidiu não usar a votação popular para escolher os melhores títulos de 2009 e sua própria equipe de redatores selecionou os vencedores, nas seguintes categorias:

Indo na contramão da praticidade, o site comete o erro de não listar os resultados em um único lugar. A única forma de você ter uma panorâmica do ano que termina é clicando em todos os links acima... E, à exceção misteriosa das cinco últimas categorias, todas as outras tem seu resultado anunciado em vídeo, o que obriga o usuário de banda discada a esperar carregar um minuto de vídeo do YouTube, sem necessidade, ou decifrar quem foi o ganhador a partir dos comentários de outros visitantes. Falha de usabilidade de um site que sempre primou pela qualidade de seu material.

Ouvindo: Jovette Rivera - The Countdown (MAP03 - Countdown to Death)

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Top Best Melhores do Ano (segundo o Campo Minado)

E o blog Campo Minado também está com uma votação para escolher os melhores jogos de 2009. Você pode votar nas seis categorias abaixo:

  • Campo Minado PC Games Award 2009 estúdio do ano
  • melhor indie
  • melhor multiplayer
  • surpresa do ano
  • decepção do ano
  • melhor do ano

Assim como o Retina Desgastada, o Campo Minado não fala de jogos de console, então, apenas jogos para PC foram indicados nas categorias. No dia 28 de dezembro, sai o resultado da votação popular, assim como a escolha dos editores.

Ouvindo: Big Giant Circles, Flik - Icon of Sinwave (MAP30 - Opening to Hell)

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19 de dezembro de 2009

Top Best Melhores de 2009 (segundo o Meio Bit)

O Meio Bit Games está preparando uma lista dos melhores jogos lançados este ano e está contando com seu voto. Você irá poder escolher:

  • Meio Bit Melhor jogo de PS3
  • Melhor jogo de PSP
  • Melhor jogo de Wii
  • Melhor jogo de DS
  • Melhor jogo de Xbox 360
  • Melhor jogo de PC
  • Melhor "Game por Download"
  • Melhor sistema do ano
  • Decepção do ano
  • Melhor jogo do ano

Cada uma das categorias conta com cinco opções de jogos que chegaram às prateleiras em 2009 no Ocidente.

Ouvindo: Nox Arcana - Theatre of Sorrows

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Projeto de Lei 170

GTA? Nunca mais. Modern Warfare? Nunca mais. Bioshock? Nunca mais. Dragon Age: Origins? Nunca mais. Mass Effect, Quake, Fallout, Doom, Postal, Blood, Anachronox, The Witcher, S.T.A.L.K.E.R.? Nunca mais.

O que isso significa? Isso significa que, caso o Projeto de Lei 170 (pdf) do Senador Valdir Raupp do PMDB seja aprovado, nosso país retornará à Idade Média no que tange aprovação de jogos com o mínimo de conteúdo feito para adultos. É a volta da Censura, baseada em critérios subjetivos, religiosos e arbitrários.

Eu poderia escrever uma longa e detalhada explicação dos motivos que transformam um projeto de lei que talvez tenha sido feito com a melhor das intenções em uma estapafúrdia ferramenta de interesses escusos e autoritários. Mas o companheiro José Guilherme Wasner Machado explicou com mais e melhores palavras sua justa indignação:

"Como sempre, nossos políticos não hesitam muito quando se trata de rasgar a constituição. Esquecem, convenientemente, que os jogos eletrônicos são apenas um tipo de mídia como qualquer outro: cinema, televisão, livros, quadrinhos, música, etc. Parece que na mente de alguns ainda prevalece a idéia de que os games são voltados apenas para crianças e adolescentes, apesar de várias pesquisas mostrarem que a maior parte dos seus usuários são adultos."

Em um longo manifesto dividido em duas partes, Wasner aponta as falhas do projeto e os potenciais (e inevitáveis) usos indevidos da lei, se esta for aprovada. A primeira parte, você confere aqui. A segunda parte pode ser lida aqui.

"Pela ótica do senador Valdir Raupp, estaria moralmente justificada a censura governamental ao livro "Versos Satânicos", de Salman Rushdie. Se depender do senador, brasileiros adultos jamais teriam acesso a idéias "ofensivas" como aquelas veiculadas em livros como "Deus, um Delírio" (de Richard Dawkins), ou filmes como "Je Vous Salue Marie" ou "A Última Tentação de Cristo". Na verdade, podemos capar qualquer literatura sobre a evolução natural de Darwin, pois ela é considerada "ofensiva" por muitos religiosos. Sim, meu caro leitor adulto, você não deveria ter permissão de ver nada disso. Afinal, por quê tal censura deveria se limitar apenas aos games? Você consegue justificar? Ou isso é apenas o que parece ser: preconceito e forte desconhecimento sobre o assunto?"

Ouvindo: Nox Arcana - Soul Stealer

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15 de dezembro de 2009

Melhores da Década – Parte II

O mais polêmico post do Retina Desgastada da década ganha uma continuação. Após uma série de críticas (a maioria anônima...) por ter colocado Halo como melhor jogo da década, não vou insistir no assunto. O que pretendo fazer agora e sacudir a preguiça de lado, não vou mais copiar as categorias de outro blog e vou expandir a categoria "jogos", uma vez que esse é o meu foco. Novamente, não vou me arriscar em gêneros que não conheço. Então, não espere encontrar o melhor dos jogos de luta ou o melhor jogo de estratégia listado aqui. E vou repetir: nada de consoles, apenas jogos de PC entraram na avaliação.

Melhor FPS: Half-Life 2

A continuação das aventuras de Gordon Freeman não entrou em minha lista de favoritos. Mas foi por muito pouco, basicamente devido aos erros cometidos durante o Episode One. A Valve conseguiu o que poucas desenvolvedoras conseguem: entregar uma continuação superior ao original e seguir impactando o cenário dos jogos. Half-Life 2 mantém a consagrada fórmula de correr, explorar e atirar em tudo que se move, e acrescenta uma boa dose de inovação. Temos uma física nunca vista antes em um FPS, temos armas inéditas, temos uma caprichada direção de arte, temos uma surpreendente interação a nível emocional entre os personagens e não perdemos a boa ficção-científica iniciada pelo primeiro título, em 1998. Se o Episode 3 fechar com chave de ouro a saga, a Valve terá um clássico histórico em suas mãos.

Half-Life 2 - Gordon Freeman

NFSU Melhor Jogo de Corrida: Need for Speed Underground

Talvez o termo "melhor" não seja completamente adequado. Dada a sua idade, NFSU já foi ultrapassado em qualidade e gosto do público. Entretanto, julgo esse título da EA como um divisor de águas no gênero. Pegando carona no sucesso cinematográfico de "Velozes e Furiosos", seus desenvolvedores reformularam o conceito de corrida urbana, injetando mais velocidade, customização de veículos, trilha sonora "alternativa" e uma certa dose de pretensa ilegalidade nos jogos de corrida. O sucesso foi instantâneo, ressuscitou a franquia e gerou uma legião de clones que existem até os dias de hoje. Infelizmente, a EA derrapou na pista e conseguiu afundar a série mais uma vez com uma sucessão de fiascos.

Melhor RPG: Gothic

Baldur's Gate 2 é melhor. Mas não é possível considerá-lo como o "melhor da década". Apesar de ser lançado em 2000, a obra-prima da Bioware funciona como o derradeiro suspiro da década anterior e tudo o que ela representou para o gênero: perspectiva isométrica, combates em turnos, regras rígidas e matemáticas. Em uma década que viu a morte de séries clássicas, como Ultima, Wizardry e Might and Magic, e o alvorecer dos MMORPG, outros valores entraram em cena. Sandbox, perspectiva em primeira ou terceira pessoa, combates em tempo real, personagens independentes de classes, mundos menos fantásticos e mais realistas. E uma pequena produtora alemã conseguiu reunir tudo isso e lançar uma obra-prima chamada Gothic. Ainda que a Bethesda, com os dois últimos episódios da série Elder Scrolls, a Bioware, que se adaptou ao novo milênio, ou a Obsidian tenham conquistado um maior sucesso comercial, a discreta Piranha Bytes se destacou.

Gothic

Melhor Adventure: Telltale Games

sam-max A Quantic Dream tinha a faca e o queijo no mão para revolucionar o universo dos adventures. Indigo Prophecy acrescentava uma miríade de novidades ao gênero: puzzles que fazem sentido, personagens bem elaborados, uma história cativante, uma trilha sonora de primeira linha, uma direção de cena de fazer muito filme de ação morrer de inveja. O último terço do jogo põe tudo a perder, quando o roteirista decide fazer uma viagem de ácido e nunca mais voltar. Eles terão outra chance com o vindouro Heavy Rain, mas esse será exclusivo do PS3. Se os anos 90 testemunharam o apogeu e queda dos adventures, coube, de fato, à Telltale Games manter a chama acesa nos anos 00. Não posso citar um de seus jogos como o melhor da década (mesmo porque não os joguei!): o prêmio vai para a produtora, pelo conjunto da obra, pela vontade e empenho em acreditar que as velhas fórmulas ainda poderiam cativar uma nova geração de jogadores, sem revoluções ou complicações, mas com bastante humor.

Melhor Desenvolvedora: Valve, Blizzard e Rockstar

A Bungie que me perdoe, mas eles foram um tanto quanto monotemáticos nessa década. E o empate técnico entre essas três grandes desenvolvedoras é inevitável. A primeira, não apenas lançou o melhor FPS dos anos 00, como também se destacou no campo dos jogos multiplayer (com Team Fortress 2 e a série Left 4 Dead) e puzzle (Portal). Se isso já não fosse suficiente, a Valve ainda lançou a plataforma de distribuição digital que alterou o cenário de comercialização de jogos em todo o mundo. A Blizzard entrou e saiu na nova década com jogadores ainda jogando Diablo e Starcraft em rede, dez anos depois de seus lançamentos. Ela também produziu o mais bem-sucedido MMORPG da história, líder no gênero por cinco anos seguidos. E ameaça tomar a próxima década de assalto, com anúncios de continuações para duas de suas principais franquias e um MMORPG misterioso. E quanto à Rockstar? GTA é a sigla da década, um título que caiu como uma bomba na indústria e mostrou, para o bem ou para o mal, que jogos eletrônicos não são mais privilégio das crianças ou dos adolescentes. Não satisfeita com a esteira de polêmicas que seguiu a série, a Rockstar ainda ousou produzir Bully, Manhunt e The Warriors, todos títulos com temáticas fortes e que questionam o papel da violência em nosso cotidiano. Aproveitadores? Pioneiros? Condenados ao fracasso? Os anos 10 dirão.

GTA 3

Maior Decepção: Windows XP

ms-dos No distante ano de 2001, a Microsoft lançou o sistema operacional que viria para apagar a péssima imagem gerada pelo Windows Me. O Windows XP (de "eXPerience") conquistou um sucesso tão forte junto ao público que sufocou seu sucessor e o manteve na preferência popular quase dez anos depois. É o meu sistema de coração (principalmente depois do SP2). Leve, bonito e raramente trava. Então, por que classificá-lo como "Maior Decepção da Década"? Para aqueles que não se lembram, o Windows XP foi o primeiro sistema operacional da Microsoft a romper em definitivo com o antigo sistema DOS, aquele de tela preta e com linhas de comando. De uma hora para outra, MILHARES de jogos antigos se transformaram em sucata. Não havia "modo de compatibilidade" que desse jeito. Mesmo com programas auxiliares como DOSBox, muitos títulos permanecem impossíveis de jogar até hoje. E outros, como Blood ou POD, a quantidade de passos necessários para fazê-los rodar desanima quase qualquer um. Foi com choque e espanto que eu testemunhei a maior carnificina de jogos da história.

Ouvindo: Nox Arcana - Harlequins Lament

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13 de dezembro de 2009

Fogo do Inferno!

Esqueçamos Hellfire. Vamos todos fingir que nunca aconteceu, que eu não gastei umas seis horas no jogo, que eu não cheguei até os subterrâneos ou que eu destravei a primeira dungeon exclusiva da expansão. Vamos continuar com o blog, vamos falar de outro título. Tudo bem?

OK. Eu estou tentando ludibriar você. O que eu preciso fazer é respirar fundo e admitir publicamente que, acidental e estupidamente, eu apaguei o jogo da máquina.

sierra Ontem de noite, enquanto fazia uma pequena faxina no Instalar/Remover Programas do Painel de Controle, eu cai na asneira de remover o programa Sierra Utilities. Para quem não se lembra, era um programinha que verificava se sua máquina era capaz de rodar os jogos da finada Sierra e fornecia uns links promocionais que não funcionam mais. "Uma bobagem desnecessária", pensei. E removi. Para meu espanto, momentos depois, reparei que o ícone do Hellfire tinha se transformado no ícone genérico de arquivo não encontrado... Naveguei até a pasta C:\Games\Sierra onde o jogo estava instalado e a encontrei vazia. Absolutamente vazia. Nenhum sinal do jogo ou de seu save game. Pelo visto, os gênios programadores daquela época imaginavam que, se você não queria mais o Sierra Utilities, deveria ser porque você não queria mais os jogos da Sierra! Brilhante conclusão!

Para ser honesto outra vez, admito também que não estava empolgado com Hellfire. O velho alvoroço causado por Diablo já havia se apagado há muito tempo e eu estava jogando no modo automático. Por isso, não instalarei o jogo de novo e tampouco repetirei todos os dez níveis que eu já havia completado. Não me vejo fazendo isso tão cedo.

Dica Quente

Por outro lado, promessa é dívida. Não vou deixar na mão quem porventura esteja jogando Hellfire agora e vou dar uma dica muito boa (além, é claro, de "Não remova o Sierra Utilities!"). Pesquisando na web, encontrei um excelente site, com um excelente guia para Diablo e sua expansão. Com 172 páginas em PDF, esse manual tem tudo, mas tudo mesmo que você possa querer saber sobre o jogo. Não se trata de um passo a passo ou um livro de dicas, mas um manual prático para aqueles que querem dominar o jogo e suas estatísticas até suas minúcias matemáticas. Tabelas, descrições de itens e monstros, feitiços e seus efeitos, o guia contém mais informações do que você jamais irá precisar! Se você não se sente disposto a baixar um arquivo PDF de 770KB, você também pode consultar o guia online.

hellfire Escrito por um certo Pedro Faria (brasileiro?), apelido Jarulf, o guia ganhou tanta notoriedade que seu autor foi transformado em um NPC em Diablo II. O clã do Iron Wolf, no terceiro ato do jogo, conta com a presença de um mercenário disponível para contrato chamado Jarulf...

Para aqueles que se aventuram mais uma vez nas profundezas de Tristram, boa jornada! Impulsionado pelo (des)afortunado acidente, procuro agora novos desafios. Esqueçamos Hellfire...

Ouvindo: Shadow Of Chernobyl - Mutation

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11 de dezembro de 2009

Volta por Cima

A chuva que durou mais de uma semana na cidade já passou e o Sol brilha lá fora, seus raios tépidos infiltrando-se pela janela junto com um vento fresco. Se isso não é uma postagem abrindo com uma metáfora, nada mais será.

Indigo retornou de sua segunda ida ao conserto, com outra peça a menos. Um dos seus dois pentes de memória estava corrupto e impedindo o seu funcionamento. Com apenas 1GB de memória agora, minha máquina está ligada desde ontem sem dar mais problemas. Resumo da história: minha máquina de jogar possui apenas um 1GB de RAM e uma placa de vídeo onboard. Se rodar Hellfire, será lucro. É o primeiro computador que eu tenho que sofre um downgrade, ao invés de um upgrade, durante sua vida útil.

Mas estou feliz. Meu filho, após seis dias de diarréia crônica e febre, não desidratou, melhorou e voltou a se alimentar. Meu PC está funcionando. Há Sol lá fora.

reservei pela internet um novo pente de 1GB de memória e amanhã comprarei uma placa de vídeo melhor do que aquela que eu tinha antes. A jogatina e Retina Desgastada voltarão. A seguir: análise de Last Wish, o livro que deu origem ao universo do jogo The Witcher; dicas pesadas para Diablo e Hellfire; jogos que foram cancelados (ou não); melhores da década – parte II.

Ouvindo: BUDDY GUY - Skin Deep (feat. Derek Trucks)

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8 de dezembro de 2009

Onda de Azar

Indigo retornou do conserto. Mutilado. Trôpego. Sem forças.

Para começo de conversa, o técnico alegou que sua placa mãe, sua fonte e sua placa de vídeo precisavam ser trocadas. Uma facada significativa. Sendo a loja um pouco chique demais para mim, escolhi trocar somente as duas primeiras, usar a placa onboard  por uns dias e depois comprar uma placa gráfica em conta, após uma boa pesquisa. Total da brincadeira informado pelo telefone: R$ 215,00.

Chegando na loja para levar a máquina, eis a primeira surpresa: o valor, na verdade, é de R$ 250,00. Sem tempo para argumentar, aceitei a mudança. Segunda surpresa: não me deram de volta nenhuma das peças supostamente quebradas. E minha placa de vídeo antiga ainda tinha um adaptador VGA/DVI acoplado nela... Sem tempo pra argumentar, aceitei a suspeita ausência.

Para complicar minha vida, mas sem nenhuma ligação com o mundo da informática ou com o Retina Desgastada, meu filho encontra-se com gastroenterite e uma diarréia intermitente. Com a criança com a mãe no carro, esperando para ir para casa, vinda da clínica, é claro que eu não tinha tempo para argumentar nada.

Chegando em casa, uma terceira surpresa: o computador funcionou por vinte minutos e travou. Agora ele não liga mais. Nem passa da tela de boot. Não deixa entrar na BIOS. E tem uns riscos coloridos passando na tela. A placa de vídeo onboard teve morte prematura.

Eu tiro uma placa GeForce 2 do fundo da gaveta, como última saída. E tenho a quarta surpresa: a nova placa mãe não tem mais entrada para AGP. É PCI-Express ou nada feito. Minha velha GeForce 2, que eu guardei como reserva durante anos, não serve mais pra nada.

Como eu não sei dirigir (é sério!), amanhã vamos todos, papai, mamãe e filho doente para a loja levar o mal-tratado Indigo.

Posts novos agora só a partir de sexta-feira, se a sorte virar.

Ouvindo: o silêncio...

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4 de dezembro de 2009

Parado no Acostamento...

Infelizmente, Indigo subiu no telhado. Para quem não sabe, Indigo é o nome do meu computador atual (longa história...). Desde quarta-feira, ele deu sinais de superaquecimento e parou de ligar. Amanhã, ele vai pro conserto. Se tudo der certo, segunda ou terça-feira ele volta à ativa.

Com este incidente, o blog ficará sem atualizações por um tempo. No momento, estou escrevendo do laptop da minha esposa e ela é um pouco possessiva.

O que pode ser tirado de lição desse incidente? Nunca deixe de limpar a poeira que se acumula na saída de ar do seu gabinete. Não confie em uma empresa que vende computadores com overclock. Não comente na internet sobre como seu computador ainda vai durar muito etc etc: é a segunda vez que uma máquina minha pifa dias depois de eu abrir a boca em um blog.

Na falta de um post de verdade, fica aqui uma dica rápida: Splinter Cell - Double Agent é o jogo da vez da Fullgames nas bancas de jornais. Por apenas R$17,90, você leva pra casa um título de qualidade, legalizado e sem precisar usar o seu cartão de crédito. Só preste atenção nos requisitos mínimos, pois esse jogo é um mais exigente que a média publicada pela revista.

Ouvindo: o barulho da chuva

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Retina Desgastada

Blog criado e mantido por C. Aquino

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