Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos

28 de novembro de 2009

Off-Topic: Melhores da Década

Em 31 de Dezembro deste ano, a década sem nome acaba. Como vamos chamar os últimos dez anos? Anos 00s? Anos Zero Zero? A Primeira Década? Não importa. Como em todo fim de um ciclo, o ser humano se recolhe para refletir enquanto é invadido por incertezas sobre o passado que se foi e o futuro que se aproxima.

E, como em todo o fim de um clico, o ser humano faz listas. Listas dos melhores, lista dos piores, lista dos mais ou menos. E toda lista que se preza começa e/ou termina em  um blog. O Cidadão Kang saiu na frente com um mês de antecedência e já está conclamando seus leitores a votar. Sorrateiramente, me aproprio das categorias criadas por eles e disparo minha própria lista abaixo:

Melhor Game: Halo

Halo-3-Senior-Sergeant-1169Escolha difícil e também a mais importante, vinda de alguém que se propõe a manter um blog de jogos. Primeiramente, jogos de console não contam em minha avaliação, uma vez que nos últimos dez anos eu sequer cheguei perto de um deles: é uma década no PC e pronto. Tampouco consegui jogar tudo que desejava (a lista de desejos proibidos continua valendo). Por outro lado, ao recapitular minha coleção de livros baseados no universo de Halo adquiridos após jogar somente o primeiro título, chego á conclusão que não há outra resposta possível. Lançado para PC em 2003, Halo é o casamento perfeito entre ficção-científica, FPS e trilha sonora da década, além de ser o carro-chefe de duas gerações de consoles e a mais desejada adaptação cinematográfica dos últimos tempos. O fato de ser uma categoria do próprio blog também ajuda na escolha...

 

Melhor time de futebol: Flamengo

Desde pequeno, quando me perguntam qual é o meu time, eu respondo: Flamengo. Eu não acompanho jogo algum, não conheço nenhum jogador e não sei citar quantos e quais títulos o time venceu. É uma resposta pronta, na ponta da língua, para não soar ainda mais geek do que sou. Eu acreditava que esta era minha resposta porque esse era o time do meu pai. Até ele me contar que é Vasco (!?) ano passado, criando um estranho mistério em minha infância. A resposta certa é: "não tenho time, não gosto de futebol, nem no PC!".

Melhor filme:

  • De terror: Jogos Mortais. Infelizmente, o que era genial e inédito no primeiro título (de 2004) foi transformado em uma fórmula e repetido outras cinco vezes (até agora), sem contar os clones.
  • De drama: Peixe Grande. Tim Burton, um diretor dado a filmes de qualidade, realiza em 2003 sua obra-prima, um tratado sobre a relação pai-filho, a capacidade de sonhar e a necessidade do maravilhoso em nossas vidas.
  • De ação: Homem-Aranha. Fãs de X-Men que me perdoem, mas a adaptação do cabeça-de-teia é tudo que um filme de ação significa: ação, ação e mais ação. Entretanto, tenho a sensação de que Avatar pode virar este placar no finalzinho da década...
  • De comédia: Se Eu Fosse Você 2. Comédias raramente me agradam. O humor aborrescente hollywoodiano, com piadas de peidos e peitos me provoca mais raiva do que riso. Coube a um excelente filme nacional deste ano me fazer rolar no chão de tanto rir, o lendário ROTFL.
  • De animação: Monstros SA. Desta vez são os fãs de animes que vão ter que me perdoar, mas a Pixar é imbatível e, de todos, este filme de 2001 é o meu favorito. E do meu filho também.

Melhor livro: A Luneta Âmbar. A conclusão da trilogia Fronteiras do Universo, de Phillip Pullman, saiu em 2000, bem a tempo de entrar em minha lista. A mais iconoclasta e incendiária obra infanto-juvenil da história faz Harry Potter parecer um moleque enfezado e as Crônicas de Nárnia parecerem panfleto cristão.

Melhor banda:  nenhuma

Resposta complicada, mas, em minha opinião, nenhum grupo surgido de 2000 pra cá, seja no Brasil ou lá fora, merece ser classificado como "melhor da década". Muitas bandas empatam na primeira posição, formando uma imensa massa disforme de grupos de pouca expressão ou criatividade. Se alguém colocar uma arma na minha cabeça e me forçar a fazer uma escolha, eu direi "White Stripes", com lágrimas nos olhos. Pobre década.

Melhor álbum: The Prodigy – Invaders Must Die

Meu gênero de preferência é o rock. Mas, com uma década onde o ritmo se perdeu em melancólicos revivals dos anos 80 ou grunhidos mascarados do já decadente Nu Metal, coube a um grupo de "punk eletrônico" lançar o seu melhor disco e abiscoitar um lugar em minha lista.

Melhor cantor (a): Susan Boyle

Fenomenal? Confere! Popular? Confere! Excêntrica? Confere! Voz divina? Confere! Se eu curto? Negativo. Mas ninguém canta melhor que ela.

Melhor ator/atriz: Ian McKellen e Heath Ledger

Qualquer ator que consegue, na mesma década, interpretar com qualidade personagens tão icônicos como Gandalf e Magneto, merece ser lembrado. Empate técnico com o falecido senhor Ledger pela sua interpretação do Coringa, que jamais será superada.

dharma-initiative-001-1280x960 Melhor série de TV: Lost

É a única série que eu assisto fielmente. E a única que um dia eu vou rever TODA em DVD.

Melhor anime: em branco

É nesse momento que eu perco outra parcela de minha escassa audiência. Não tem outra forma de dizer isso: "eu não assisto anime". 

Melhor mangá: em branco

Em minha defesa, eu posso dizer que adorei a iniciativa de lançarem Battle Royale no Brasil. Infelizmente, o filme provou ser melhor que o mangá que lhe deu origem.

Melhor barraco: Fernando Collor Defendendo José Sarney no Senado

Eu vivi para ver isso. O mundo dá voltas...

Maior perda (cantor, ator, desenhista...) : Cristopher Reeve

Além de ser o eterno Superman para toda uma geração de cinéfilos, Reeve ainda lutou até o fim contra sua condição física e se tornou um símbolo de determinação, mesmo fora das telas e mesmo sem ser o último filho de Krypton.

Maior decepção: Harry Potter e as Relíquias da Morte, Matrix Revolutions e Terminator Salvation

Eu ainda não acredito que J.K. Rowling tenha encerrado uma saga de sete livros com uma edição arrastada e tediosa e um combate final murcho e piegas. Também não consigo entender como Matrix pode ter descido ladeira abaixo após um primeiro filme genial e um segundo interessante. E, finalmente, o ponto mais baixo da franquia do Exterminador do Futuro, o ÚNICO filme que eu consegui ver no cinema esse ano e que, por muito pouco, não me matou de tédio.

Ouvindo: Buddy Guy - Out In The Woods (feat. Robert Randolph)

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Das Profundezas 2

Considerado por muitos um dos melhores FPS da década, Bioshock irá ganhar uma continuação em 2010. Confesso que ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas qualquer título que tenha o mérito de ser o "sucessor espiritual" de System Shock 2 deve valer a pena, com toda a certeza. Em 8 de Dezembro, representantes da produtora Take Two virão até São Paulo para anunciar alguns lançamentos do próximo ano, incluindo Bioshock 2. Nós, brasileiros, teremos oportunidade de colocar a mão em alguma prévia do jogo? Ou teremos apenas um trailer e alguns slides? Agora que o país está entrando na rota das empresas de jogos, talvez vejamos algo interessante.

Gramofones e...

A continuação deve chegar às lojas em 9 de fevereiro lá fora, para PC, Xbox 360 e PS3. Para os endinheirados colecionadores com quase cem dólares no bolso, chega simultaneamente a Edição Especial. Para quem curtiu a direção de arte do primeiro jogo e sua estética vintage, a caixa abaixo é um deleite para os olhos (clique para ampliar):

bioshock2se

A Edição Especial contém:

  • O jogo (é claro)
  • Um disco de vinil contendo as faixas orquestrais do primeiro Bioshock
  • Um CD contendo a trilha instrumental de Bioshock 2
  • Um livro de 164 páginas, com capa dura, com artes e comentários da equipe de desenvolvimento
  • Três pôsteres com anúncios clássicos do Rapture

Se um disco de vinil de 180g não conseguir impressionar os seus amigos que ainda acham que jogos eletrônicos são "coisa de criança"... desista.

E para aqueles que não dispõem de uma vitrola ou de recursos financeiros para conseguir o álbum, a trilha sonora de Bioshock está disponível gratuita para download oficialmente há anos em http://downloads.2kgames.com/bioshock/BioShock_Score.zip (baixe antes que apaguem!). Confira também o artbook em PDF do primeiro jogo, também liberado de graça. É interessante notar que aquilo que foi dado sem custo no título anterior, agora só pagando caro pelo Bioshock 2...

... Aquários

Mas tem gente cuja paixão pelo universo de Bioshock vai além de colecionar objetos. Algumas pessoas vestem a camisa literalmente e partem para o cosplay. As fotos abaixo foram tiradas em um Aquário público, o Georgia Aquarium, após dois meses de negociação com a assessoria de imprensa. O resultado, entretanto, compensa todo o esforço:

Cosplay

Cosplay 02

Cosplay 03

Mais fotos (inclusive em resolução para wallpapers) podem ser encontradas em http://volpinprops.blogspot.com/2009/11/aquarium-photoshoot.html.

Detalhe importante: "Big Daddy" é interpretado nas imagens por Harrison Krix, o CRIADOR do visual do personagem, que também desenhou a concepção original da seringa de ADAM. No papel de "Little Sister", sua noiva, Emily (casal estranho geek). Para os interessados, a roupa está agora sendo vendida no Ebay, com lance de US$820 no momento.

Ouvindo: The B-52s - Party Out Of Bounds (Live)

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26 de novembro de 2009

Papai Noel Usa o Steam

Feliz Natal! Quantas vezes eu já não postei sobre as super-promoções do Steam? Pois desta vez, eles querem se superar. Nos próximos cinco dias, diversos jogos estarão com ofertas imperdíveis, algumas durando apenas 24 horas. É a Liquidação Antecipada de Natal!

Tem:

E tudo isso AGORA! Em 19 horas a contar deste post (18:59), tudo pode mudar! Marque a página da liquidação em seus favoritos e acompanhe dia a dia, por que surpresas agradáveis virão.

HO HO HO!

Ouvindo: Freezepop - Shark Attack (8 Bit Weapon Remix)

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Jogando: Hellfire (parte 2) – Monge Com Muito Orgulho

monk Cometi um erro grave na primeira parte da minha análise de Hellfire. Ao contrário do que eu disse, Monges se beneficiam sim, senhor, se não usarem armas ou armaduras. Pesquisando em alguns guias, descobri que a velocidade de ataque do personagem é superior se ele combater de mãos vazias ou usando um bastão. Além disso, ele possui bônus de danos de acordo com seu nível, se ele optar por não usar uma arma convencional. E a animação do Monge chutando e aplicando golpes é bem bacana. Por isso, abandonei o Machado do Butcher. Nacnar, meu Monge em Hellfire, está lutando agora com seus punhos e pés, somente. Houve uma ligeira queda no nível de dano, mas a velocidade de reação dele compensa a diferença.

Teoricamente, os Monges também ganham benefícios no Armor Class se NÃO usarem armadura alguma ou usarem apenas armaduras leves. Entretanto, a Valor Armor tem vantagens intrínsecas que me fazem mantê-la. Talvez esse seja o grande defeito dessa classe: em um jogo que valoriza a aquisição de itens raros e poderosos, um personagem que foi criado para não usá-los fica em desvantagem.

Vamos ver o que prevalece ao final: os bônus inerentes cedidos pelos desenvolvedores ou os objetos que a sorte colocar em meu caminho.

Uma parte de mim adoraria vencer o próprio Diablo na base do chute e do tabefe...

Ouvindo: The Falcon - I'm So Happy I Could Just Cry Myself to Sleep-or-the Routes We Wander

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24 de novembro de 2009

Jogando: Hellfire

Não resisti. Após recordar os bons momentos passados em companhia de Diablo, lembrei-me de que ainda tinha sua expansão oficial guardada no armário, intocada. Resolvi instalar.

Hellfire Minha primeira surpresa é que Hellfire não é uma expansão no sentido mais comum da palavra. Não se trata de uma aventura extra que eu possa jogar independente de Diablo, como Half-Life: Blue Shift, por exemplo. Não se trata tampouco de uma aventura paralela que eu possa jogar no lugar da trama principal, como Morrowind Tribunal, por exemplo. Ou uma nova aventura pós-Diablo, dando continuidade aos eventos anteriores, como, por exemplo, Throne of Bhaal para Baldur's Gate 2. Na verdade, esta última opção seria um pouco improvável. Então, o que é Hellfire? Hellfire é um incremento de Diablo, acrescentando uma nova classe, novos itens, novos feitiços, novos monstros e duas dungeons novas. Entretanto, para usufruir de Hellfire, você precisa jogar Diablo todo desde o começo e receber as novidades em doses homeopáticas.

E aqui estou eu. Jogando Diablo pela quinta vez em minha vida. E aqui estou eu, mais uma vez, com o indicador direito doendo de tanto clicar no mouse.

A primeira vista, pouca coisa mudou no jogo. Há um item novo aqui e ali (como as runas e os óleos mágicos). Ainda não esbarrei em nenhum monstro inédito ou missão diferente. Ainda não destravei as novas áreas. E o Monge, a classe acrescentada ao jogo, não disse a que veio: é basicamente um Guerreiro careca. Em outros RPGs, Monges são exímios lutadores de mãos vazias, capazes de proezas físicas inacreditáveis. Em Hellfire, ele é um Guerreiro que começa o jogo com um Bastão. No momento, o meu "Monge" está usando a Valor Armor e empunhando o Machado do Butcher, o que deixaria qualquer outro adepto das Artes Marciais de outros jogos em estado de choque.

Mas é fácil compreender a viciante atratividade de Diablo, a busca incessante pela arma perfeita, pelo anel certo, pelos "Premium Itens", pela evolução adequada para transformar seu avatar em uma máquina de matar monstros. Diablo é o RPG reduzido à sua mais mecânica essência, um cruzamento matemático entre estatísticas e vaidade humana. Não é de se surpreender que a mesma Blizzard tenha criado o mais popular MMORPG da história. Na absoluta ausência de decisões ou diálogos pertinentes, Diablo se restringe a lutas e mais lutas, recompensadas de acordo com os infalíveis princípios de Pavlov.

Ainda é divertido clicar sobre os inimigos, vê-los cair, recolher os prêmios, evoluir. Porém, minhas expectativas para um bom RPG mudaram com o tempo. E meus tendões estão dez anos mais velhos também...

Vou jogar até o fim, nem que precise de fisioterapia depois. Quero conhecer as áreas e monstros novos. E quero derrotar o chifrudo pela quinta vez. Mesmo que seja com um monge de armadura.

Ouvindo: Depeche Mode - It´s No Good

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23 de novembro de 2009

Gordon Freeman Está Morto

Achei que tinha encerrado o assunto sobre Half-Life 2. Achei que tinha encerrado o assunto sobre S.T.A.L.K.E.R.. Pelo menos, até suas respectivas continuações. Mas estava errado.

O leitor Rafael levantou uma questão interessante, alegando que talvez tivesse lido aqui no Retina Desgastada sobre a presença do cadáver de Gordon Freeman na Zona. Bem, Rafael, você não leu aqui. Até agora.

Investigando os rumores, descobri que é verdade: o Dr. Gordon Freeman está morto. Ou tudo não passa de uma macabra homenagem feita pelos desenvolvedores de S.T.A.L.K.E.R. ao herói mudo da Valve.

O corpo do falecido pode ser encontrado na estação de trem, dentro da Zona, próximo ao local onde um grupo de mercenários embosca e derruba um helicóptero repleto de cientistas. Não tem como errar, uma vez que o evento é vital para o andamento jogo. É o local onde você conseguirá a (frustrante) missão de salvar e escoltar o cientista Kruglov. Nas proximidades, você encontrará uma entrada para uma espécie de garagem subterrânea ou túnel, repleto de carcaças de carros e anomalias elétricas. Eu posso estar enganado, mas acho que é o mesmo lugar onde está localizada a "espingarda perdida" de uma outra missão... Pois bem, se você conseguir evitar as anomalias e tiver coragem de adentrar no subterrâneo, você vai achar uma fogueira e, deitado junto a ela, os restos mortais de Freeman. Além da semelhança física, o cadáver também é identificado pelo nome e, junto a ele, você encontrará informações que serão guardadas em seu PDA e que contam o triste destino do cientista.

Se você está muito longe do local no jogo ou, como eu, já desinstalou tem tempo, confira o vídeo abaixo:

Pobre Gordon... trocar seu querido pé-de-cabra por uma lata de comida!

Ouvindo: Depeche Mode - Pleasure, Little Treasure

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22 de novembro de 2009

5 Fatos que Você Não Sabia Sobre Half-Life 2

Nada mais natural que, depois de publicar 5 fatos que você não sabia sobre o primeiro Half-Life, sua continuação receba o mesmo tratamento. Então, você acha que sabe tudo sobre o Combine, G-Man, a família Vance e o silencioso Gordon Freeman? Vejamos...

1. Lamarr

Talvez você não tenha percebido, mas Lamarr é um dos personagens mais significativos de Half-Life 2 e, sem sua intervenção, metade das aventuras de Gordon Freeman sequer teriam acontecido. Para os esquecidos, Lamarr é o headcrab de estimação do Dr. Kleiner. Com suas presas removidas, a pobre criatura perdeu sua periculosidade e tornou-se um animal doméstico exótico nas mãos do desajeitado cientista.

No momento em que Gordon Freeman tenta usar o novo sistema de teleporte para ser transportado até a base secreta da Resistência, Lamarr pula de um cano de ventilação e danifica o equipamento. Sem outra opção, Freeman é obrigado a seguir a pé, atravessando a City 17, os Canais e pegando a estrada litorânea em uma longa jornada até o local onde Vance e os outros se escondem.

lamarr Lamarr foi batizado em homenagem à atriz hollywoodiana Hedy Lamarr. Em alguns momentos, Kleiner também chama a criatura de "Hedy". Lamarr, a atriz, participou de dezenas de filmes nas décadas de 30 e 40. Mas engana-se quem pensa que o Dr. Kleiner seja um cinéfilo saudosista. Muito provavelmente a homenagem vem do outro lado de Hedy Lamarr, que, como cientista, ajudou a inventar um sistema de telecomunicações para os militares que serviu de base para o atual sistema de telefonia celular. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela tentou entrar para o Conselho Nacional de Inventores, nos Estados Unidos, mas foi convencida de que poderia contribuir melhor para o esforço de guerra se usasse seu status de celebridade para angariar fundos.

Hedy Lamarr, a atriz e cientista, morreu em 2000 e suas cinzas foram espalhadas em uma floresta na Áustria, seu país natal. Hedy Lamarr, o headcrab, foi visto pela última vez embarcando acidentalmente no foguete orbital que é disparado ao final do Episode 2.

2. Mostrando o Rosto

Em sua época de lançamento, Half-Life 2 enfrentou a dura concorrência de outro gigante dos jogos eletrônicos: Doom 3. O produto da Valve, filho direto de um engine criado pela id Software, iria competir com o novíssimo motor gráfico da própria id Software. Se os horrores infernais de Marte impressionavam pelos impressionantes efeitos de luz e sombras, a Valve atacava em três quesitos: leveza, física e reprodução de face. Enquanto Doom 3 era o equivalente da época de Crysis, exigindo máquinas parrudas para rodar adequadamente, Half-Life 2 podia ser jogado em equipamentos mais modestos. E a física realista apresentada iria mudar a face dos jogos para todo sempre.

Mas... e as faces? Interessada em entregar a história interativa mais imersiva e passional possível, era essencial para a Valve que seus "atores" fossem capazes de transmitir emoção. Enquanto Doom 3 focava em sustos e carnificina, Half-Life 2 possuía um roteiro, diálogos complexos e personagens que tentavam se aproximar da vida real. E, para isso, era necessário que eles tivessem expressões faciais.

Novas técnicas de mapeamento de rosto foram criadas e emoções foram programadas para serem refletidas em polígonos de avatares altamente detalhados. O grau de proximidade com os modelos utilizados pode ser verificada abaixo:

Modelos (clique para ampliar)

Curiosamente, em sua busca por modelos com características únicas, os desenvolvedores não apelaram para agências, mas encontraram exemplos em seu cotidiano. O modelo usado para o "Dr. Kleiner" era um contador de uma firma localizada acima do escritório da Valve. Ele foi escolhido quando descia o elevador com a equipe da Valve. "Eli Vance" era um morador de rua que segurava um cartaz pedindo emprego! O insano "Padre Grigori" era o pai de um dos designers. "Barney Calhoum" teve seu rosto emprestado de um gerente da própria Valve. Outros papéis foram preenchidos através de um anúncio de classificados.

Gordon Freeman, apesar de não mostrar o rosto em todo o jogo, precisou de oito modelos para compor sua face, utilizada somente em imagens promocionais.

gordon-freeman

3. "Monstros Verdadeiros Nunca Morrem"

Durante o desenvolvimento do jogo, muitas idéias surgiram, criaturas foram desenhadas, modeladas, animadas e depois cortadas do produto final por diversos motivos. Conheça agora a lista dos excluídos, os inimigos de Gordon Freeman que não entraram em Half-Life 2 ou em seus episódios, mas que, segundo a própria Valve, podem aparecer algum dia porque "monstros verdadeiros nunca morrem":

 Cremator

Sacktick

The Hydra Synth Ant Lion King  The StampederCombines

 

 

4. Jogando com Fichas

half-life2-survivor A legendária Taito não poderia ficar de fora do sucesso comercial de Half-Life 2. No Japão, como não podia deixar de ser, foi lançada uma máquina Arcade com uma versão especial do jogo, chamada de Half-Life 2: Survivor. Rodando em uma tela de LCD de 32 polegadas, a 1360x768 de resolução, Gordon Freeman e sua turma podem ser controlados através de joysticks e pedais.

O Arcade suporta três tipos diferentes de partidas: Story, que segue os eventos do Half-Life 2 tradicional, mas focando somente nas batalhas e deixando a história de lado (um "story mode" sem história!); Mission, que apresenta três mapas distintos para ser jogado de forma cooperativa em rede e alcançar objetivos pré-determinados; e Deathmatch, onde os jogadores em rede se dividem em Combines e Humanos para um mata-mata, com suporte a classes.

Infelizmente, a máquina nunca foi disponibilizada fora do Japão. Apesar de sua perspectiva em primeira pessoa, alienígena para a cultura japonesa dos arcades, a adaptação teve uma boa receptividade no país.

5. Gordon Freeman Existe?

Quando os físicos do CERN criaram o LHC, o mundo inteiro ficou preocupado, acreditando que talvez o Homem finalmente tivesse inventado algo capaz de romper a estrutura do espaço e do tempo e destruir todos nós. O fato de Gordon Freeman ter sido avistado no meio da equipe de cientistas não ajudou muito a nos tranqüilizar:

lhc

Considerando o histórico do doutor Freeman com experimentos arriscados, só poderíamos esperar pelo pior. Entretanto, o LHC foi ligado e nada aconteceu. Pelo menos, nada catastrófico. Não tivemos uma Ressonância em Cascata, nenhum portal foi aberto para outra dimensão, nenhuma invasão alienígena ocorreu.

Por via das dúvidas, um site americano decidiu se precaver e enviou um kit de sobrevivência para o CERN. O kit continha um guia estratégico para Half-Life 2, um chapéu em forma de headcrab (para fins de treinamento)... e um pé-de-cabra. Acompanhando o pacote, havia uma nota: "Entregue isso a Gordon Freeman. Ele saberá o que fazer."

kit

Quem acredita que a piada termina aqui, está enganado. O pacote chegou ao sósia de Freeman no CERN, que comprou a idéia. Vestido devidamente a caráter, ele mostrou que está preparado para assumir seu papel, se for necessário (e Deus queira que não seja!):

freeman-cern

Ouvindo: Depeche Mode - It's a Small Town

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18 de novembro de 2009

Off-Topic: Sobre Computadores

Meu velho esquema de esperar o computador da minha esposa pifar para comprar uma máquina nova para mim e passar a atual para ela acabou-se. Dredd subiu no telhado depois de um pico de luz e minha esposa deu de ombros. Pela "tradição" familiar, ela herdaria Indigo e eu teria uma desculpa para comprar um computador melhor para mim. Porém... com laptop nas mãos, ela não quer mais saber de PC. Dredd foi encaminhado para o conserto e passará a ser a primeira máquina de meus pais: depois de anos de serviços prestados à jogatina desenfreada, ele irá curtir uma justa aposentadoria no campo, entre Orkuts, emails e textos escritos no Word. Porém, em outra reviravolta do destino, o orçamento do conserto saiu pesado e Dredd periga parar no lixão mais próximo ou acumular poeira em um quartinho como o velho Predator (e, se você não está entendendo nada desses nomes, sugiro ler o post "Nomes Têm Poder").

Meus pais agora procuram um computador barato e modesto.

E eu, movido pela curiosidade, fui procurar como seria o sucessor do ainda potente Indigo. Para meu espanto, a loja online de onde ele saiu, a antes excelente Preview Computadores, fechou as portas no mês passado!

Pelo andar da carruagem, com meu esquema arruinado, Indigo só será substituído no dia em que eu ganhar na loteria ou quando ele mesmo bater as botas, o que acontecer primeiro. Sua vida útil, pelos meus cálculos, se estende até 2013(!), quando, provavelmente, conseguirei comprar um PC capaz de rodar Crysis.

Ouvindo: The Beatles - Ticket To Die

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16 de novembro de 2009

Uniban Que Se Cuide!

Geisy, a Vingadora, está chegando!!

Geisy

Direto do editor de personagens do jogo Soul Calibur IV, através da criatividade do (sempre) genial Fábio Yabu, via Twitpic e avistado pelo camarada Kronemberger.

Ouvindo: Joachim Witt - Für Den Moment

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15 de novembro de 2009

Sonata dos Malditos

Castlevania Nem só de projetos épicos vive o site OverClocked Remix. Um certo Joshua Morse é fanático pela série de jogos Castlevania. Sozinho, ele criou os arranjos, executou e mixou todo um álbum de tributo à franquia: Sonata of the Damned. Ele ainda produziu o site para o projeto e criou a arte da capa que você vê ao lado.

O resultado dessa paixão pode ser baixado gratuitamente em mp3, com pacote em torrent também disponível, contendo as versões em .FLAC, sem compactação. São apenas 7 faixas, mas o resultado compensa.

Se você gostou do trabalho de Joshua, ele também tem um projeto anterior baseado na trilha sonora de Symphony of the Night, com download grátis.

Ouvindo: Shiro Sagisu - Scene #138

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O Verdadeiro Gothic 4, Dê um Passo à Frente, Por Favor

risen_box E Risen finalmente saiu. Após mais de um ano de intenso hype de minha parte (e do companheiro Wasner), o novo título da Piranha Bytes tem duas tarefas árduas pela frente: fazer jus à qualidade dos dois primeiros Gothics criados pela equipe e, ao mesmo tempo, limpar o nome sujo deixado pelo fatídico Gothic 3. Pela análise publicada no Gamerview, os desenvolvedores alemães demonstram ter muitas qualidades, exceto a capacidade de mudar.

"(…) se você tiver a paciência de passar pelos primeiros pares de horas, vai descobrir que Risen é um RPG mais complexo e profundo do que parece."

"Nas primeiras horas, você anda pra lá e pra cá cumprindo objetivos para as facções."

"A história demora pra engrenar e seu personagem, no início, não passa de um quebra-galho."

"Você pode melhorar certas habilidades de forma individual ao encontrar professores que, pelo preço certo, aumentam a eficácia de suas habilidades (…)"

"Temos também a caça, que em níveis mais altos te ajuda a tirar e pele de animais abatidos e usar na confecção de armaduras leves, e a habilidades de ferreiro, que ajuda a criar armas a partir de metais minerados."

"O visual é acima da média, com cenários vastos e variados."

"E mesmo existindo uma esquiva e defesa com escudo, leva tempo para se acostumar ao ritmo das batalhas. As magias e armas de tiro (arco e flecha, por exemplo) ajudam bastante, mas se você gosta de se engajar em combate corpo-a-corpo vai precisar de muita paciência e dedicação."

Não há nada, absolutamente nada, que tenha sido escrito acima sobre Risen que não possa ser dito sobre qualquer um dos jogos da série Gothic. É impressionante como a Piranha Bytes não mudou a fórmula um único ingrediente. Sai o mundo de Myrtana, entra a ilha de Faranga.

E, pela quarta vez, eles falham em produzir  um sistema de combate que agrade a todos. Apesar de suas diferenças, eu diria que não tenho do que reclamar dos jogos anteriores no que tange o combate, exceto, talvez, a necessidade de aprender tudo de novo a cada tentativa de ajuste que os desenvolvedores fazem com um novo RPG. O primeiro Gothic tinha um método que envolvia mouse e teclado ao mesmo tempo, difícil de dominar, mas fluido depois de um tempo. Em Gothic 2, sai o teclado e entram em cena os movimentos do mouse e o tempo exato dos cliques; mais uma vez, difícil de aprender, mas fácil de dominar. Em Gothic 3, você só precisa clicar e clicar e os inimigos caem feito moscas, depois de um certo nível. Em Risen, parece que eles reinventaram a roda. De novo.

risen-wallpaper-videogame

Então, quem curtiu a série Gothic, vai se sentir em casa na nova franquia (é óbvio que será uma franquia...) da Piranha Bytes. Afinal, até os bugs voltaram!

"(…) Risen apresenta vários bugs que dão a impressão de que o jogo foi entregue às pressas."

E agora, Piranha Bytes? Em quem vai cair a culpa dos problemas dessa vez?

Ouvindo: Shiro Sagisu - Scene #? The Last Day

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14 de novembro de 2009

O Destemido (e Barato) Senhor da Guerra

Você conhece o jogo: um terrível vilão comandando um exército de grotescas criaturas invadiu o reino, espalhando o medo e o caos entre os vilarejos enquanto constrói seu império do Mal. Cabe ao herói profetizado colocar um fim... espere. Não é nada disso. Esse jogo é diferente! VOCÊ é o vilão. VOCÊ comanda uma legião de duendes insanos que seguem todas as suas ordens. O Império do Mal é SEU! Ficou interessante? E, se eu revelasse que esse jogo pode fazer parte da sua coleção por ridículos três reais?! Achou caro? E se eu contar que o valor de três reais é arredondando pra cima?

OverlordO Steam ataca novamente e coloca em promoção o sarcástico jogo Overlord. Por apenas US$1,50 você leva o primeiro título da série. Menos que o valor de uma coxinha de galinha e um copo de refrigerante em qualquer boteco. Se eu só estou postando isso agora a essa hora da noite é por que eu já comprei o meu! Uma pechincha dessa não se deixa passar...

Não chega a ser um tiro de escuro. Overlord já fazia parte da minha lista secreta de jogos que um dia poderiam ser adquiridos. Seja pela temática inusitada, seja pelos gráficos caprichados, imaginei que o título mereceria uma conferida. Felizmente, quem espera sempre alcança.

Overlord 01

Overlord 02

Overlord 03Apesar de você ser representado no jogo por um Senhor da Guerra imponente, desafiador e de aspecto sinistro, o grande charme do jogo são seus comandados. Os monstrinhos de olho esbugalhado são capazes de cumprir ordens, mas sua inteligência artificial é programada para fazê-los provocar a maior quantidade de confusão possível no cenário, pegar ítens para si, se armar com o que tiver disponível e assustar donzelas indefesas. Promete ser bem divertido.

O Steam também está com a expansão Raising Hell em promoção, assim como a continuação, Overlord II. Se você estiver com verba sobrando no bolso, pode arrematar o pacote completo por menos de quinze reais.

Ouvindo: Joachim Witt - Die Flut (Album Version)

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10 de novembro de 2009

Primórdios: Advogado do Diablo

Muito tempo tinha se passado desde minha infância querida e meu esquecido Dynavision. O que eu sabia de jogos eletrônicos se resumia a anúncios de revistas. O que eu conhecia dos PCs eram somente minhas frustradas tentativas de usar o Word nas aulas da faculdade com máquinas que já eram obsoletas. Meus passatempos favoritos eram cinema, literatura e RPG, nessa ordem. Até o dia em que o Diablo apareceu em minha frente.

Um trabalho de grupo de uma matéria cujo nome eu nem me lembro mais me levou até a casa de um colega de classe que estava anos-luz à minha frente em termos de tecnologia. Cada peça de seu arsenal era uma total novidade para mim: impressora colorida, internet, Pagemaker, "kit multimídia". O trabalho durou a noite toda, mesmo por que a pesquisa na web devia ser feita a uma velocidade de tartaruga. Para descontrair, ele decidiu mostrar um "joguinho" que ele tinha acabado de adquirir.

Diablo.

diablo As luzes foram apagadas. As caixas de som foram ligadas. Eu juro que o monitor dele era imenso, embora fosse impossível existir naquela época um monitor do tamanho das minhas lembranças ou uma placa de vídeo capaz de jogar a imagem para uma televisão. Em questão de segundos, eu estava imerso naquela masmorra seguindo com olhos ávidos o Guerreiro se aventurando naquele território maldito infestado de monstros grotescos sedentos de sangue. Os efeitos sonoros reverberavam pelo quarto a cada urro de morte, a cada golpe de espada, a cada rosnado das bestas. Mesmo o barulho das moedas caindo fixou em minha memória de forma indelével. A música lúgubre que acompanhava estava no mesmo nível dos melhores filmes de horror. E os gráficos! Quanta diferença dos últimos jogos de fliperama que eu havia visto! Quanta fidelidade, quantos detalhes! Sombras, reflexos, sangue, movimentos precisos.

Então, o mouse foi emprestado pra mim. E a sensação de poder indescritível que se seguiu... EU ESTAVA ENFRENTANDO MONSTROS! Era a concretização de vários sonhos de RPG, cinema e literatura combinados. A interatividade tinha um sabor de algo reconquistado, multiplicado por uma imersibilidade que eu não julgava possível. Obviamente, meu Guerreiro foi trucidado pela falta de experiência de minha parte. E depois daquilo tudo, eu precisei concentrar toda minha força de vontade para voltar ao projeto acadêmico.

O trabalho acabou, tiramos uma excelente nota e não retornei lá.

Entretanto, sem que eu soubesse, eu continuava lá. Na masmorra.

"Fresh Meat!"

diablo02Não demoraria muito tempo para eu descer novamente os subterrâneos de Tristram. Veio meu primeiro computador, meu primeiro CD-ROM. E, logo em seguida, o famigerado CD de jogos de horror da CD Expert. Dentro dele? O demo de Diablo.

Uma grande sacada da Blizzard foi programar o jogo para gerar cenários aleatórios a cada partida. A estrutura dos níveis, as criaturas presentes, o tipo de tesouro encontrado, tudo era diferente, tudo era novidade a cada nova tentativa de chegar ao chefe final. Para quem não tinha acesso ao jogo completo, era o demo perfeito.

ButcherO momento exato em que a versão demo terminava agora me escapa: seria quando o Butcher aparecia ou após ele ser derrotado? Não importa: abrir aquela porta daquele aposento central e ser saudado com a célebre frase era um evento de arrepiar os cabelos. "Ah, Carne Fresca!", exclamava a criatura. Maior do que qualquer outro inimigo visto anteriormente, ele marchava em direção ao Guerreiro brandindo a maior machadinha de açougueiro da história. Atrás dele, um quarto que era o retrato do mais puro gore: corpos mutilados de suas vítimas anteriores espalhados no chão ou pendurados nas paredes. Que satisfação foi vencer aquele sádico demônio pela primeira vez, vê-lo desabando pesadamente aos seus pés!

E era isso. Após o Butcher, a única opção era começar outro jogo. Tedioso? Nem tanto. Muitas foram vezes em que eu repeti os mesmos passos, sem enjoar.

Descida Completa

Sem emprego ou estágio e vivendo de uma mesada franciscana, não havia a menor possibilidade de comprar o Diablo completo. Até que um amigo meu, tão ou mais fã do jogo do que eu, apareceu com uma "versão de distribuição alternativa", com tapa-olho e papagaio no ombro. Que diferença faria? Era isso ou nunca jogar até o fim.

Infelizmente, essa versão carecia de alguns elementos "descartáveis" como música e diálogos. Quem precisa deles, não é? Por um longo tempo eu acreditei que não havia falas no jogo e que todas as conversas com os mercadores ocorriam apenas em texto e que a trilha da descida ao Inferno era o mais puro silêncio. Pobre e iludido mortal, eu era.

No quase silêncio, completei minha jornada e derrotei o lorde das trevas, o próprio Diablo. Quase dois anos depois de meu primeiro contato com aquele mundo de horrores, meu destino havia sido confirmado e eu estava livre.

Ou não?

diablo-openPouco tempo depois, Diablo saiu completo em uma revista no jornaleiro. Legalizado. Barato. Acessível. Tomei vergonha na cara e adquiri o CD. Para minha surpresa, os personagens falavam. Havia música. E havia cutscenes! Joguei tudo novamente e, de uma vez por todas, compreendi a triste sina do herói do jogo. Sem nada faltando, Diablo era outro jogo. Muito melhor, muito mais rico.

Diablo foi o único jogo que eu cheguei ao fim quatro vezes. Duas com o Guerreiro e uma vez com cada um dos outros personagens. Estava prestes a fechar uma segunda vez com o Mago quando me dei conta que meu dedo indicador doía tremendamente de tantas vezes que eu apertara o botão direito do mouse. Diablo pode ter uma jogabilidade muito fácil, mas o esforço repetido causa problemas físicos.

Deixei Diablo de lado. Agora, estava livre de verdade. Um dos títulos que me puxou de volta ao mundo dos jogos eletrônicos jazia exaurido em minha estante.

Diablo3 Tyrael

Diablo II veio e foi sem causar alvoroço em minha mente. Diablo III se aproxima e não me anima. Em minha cabeça, cutscenes a parte, o desafio foi vencido. Outros jogos vieram e tomaram seu trono. E Diablo fica como um cartão-postal de um lugar fantástico para onde não se volta mais.

Meu indicador direito agradece.

Ouvindo: Soundtrack - You've Got Red On You - Shaun Of The Dead Suite

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8 de novembro de 2009

Outros Cinco Jogos Baseados em Filmes (e que Valem a Pena)

Em Maio de 2008, eu compilei uma lista de cinco jogos baseados em filme que mereciam ser conhecidos. De uma forma geral, a combinação cinema/jogo ainda é uma relação problemática, com um dos lados tentando capitalizar em cima do outro sem fazer esforço. O resultado costuma gerar péssimas adaptações de ambos os lados. Entretanto... ocasionalmente a química acontece! Seja por sorte ou por esforço por parte dos envolvidos, existem bons resultados. Apresento, então, uma nova lista com bons jogos inspirados em filmes:

Land of the Dead: Road to Fiddler's Green

Land of the DeadGeorge Romero inventou os zumbis no cinema como conhecemos. Poucos cineastas podem se gabar de terem criado todo um subgênero, como ele. Infelizmente, apesar de ser o "pai dos zumbis", nenhum de seus filmes jamais foi oficialmente adaptado para os jogos eletrônicos, apesar das homenagens. Incluindo Land of the Dead, de 2005. Pois  Land of the Dead, o jogo, na verdade, começou seu desenvolvimento com o título de Day of the Zombie e, somente quando foi exibido para a Universal em busca de um patrocínio, é que o jogo ganhou seu nome atual e foi ligado ao filme que estava em produção. Uma vez atado ao filme de Romero, o jogo teve seu enredo levemente alterado, uma fase final acrescentada às pressas e um multiplayer cooperativo anterior a Left 4 Dead. Apesar da relação forçada com o filme (ou justamente por causa dela), o jogo brilha sozinho, funcionando como um prelúdio para os eventos apresentados no cinema. O jogador, na pele de um simples fazendeiro, acompanha a infestação dos zumbis desde o primeiro momento, quando um "estranho" sai do milharal e inicia uma desesperada fuga até o mítico refúgio dos vivos, Fiddler's Green. O grande mérito do jogo é criar e manter uma atmosfera de desolação, apocalipse e tensão que não cai em momento algum.

Die Hard: Nakatomi Plaza

Die Hard - Nakatomi PlazaMais do que uma adaptação, esse jogo é um trabalho de coração feito por fãs para fãs. Concebido inicialmente como um mod para Duke Nukem 3D, o jogo segue cena a cena os acontecimentos do filme e reproduz com extrema precisão os cenários da história. Seus criadores, obcecados pela perfeita reprodução, chegaram a visitar o edifício Fox Plaza, batizado de Nakatomi Plaza no filme. Fingindo interesse em alugar um espaço comercial, eles tiraram diversas fotografias para digitalizar e incluir no jogo. Logo em seguida, passou-se a utilizar a mesma engine do Half-Life original, com suas sequências coreografadas. O grupo de modders se dispersou com o título inacabado. Dois integrantes da formação original decidiram mostrar o produto para a própria Fox, em busca de financiamento. Em uma incrível reviravolta, a produtora gostou do que viu, cedeu os direitos de uso da marca, bancou a conclusão do projeto, liberou o uso da engine Lithtech e o jogo foi lançado no primeiro de Abril de 2002, anos depois de ter começado. Para transformar um filme de duas horas em um jogo de dez, duas centenas de bandidos e várias cenas novas foram acrescentadas, mas, basicamente, tudo que há no filme, há no jogo. O nível de fidelidade realmente impressiona.

Blair Witch – Volume 2

Blair Witch: Volume 2Aproveitando o sucesso do filme, seus criadores encomendaram três jogos para três produtoras diferentes sobre o mito da Bruxa. O primeiro jogo foi excelente e entrou na minha lista anterior. Um raio cai duas vezes no mesmo lugar? Sim. E o segundo jogo consegue superar o primeiro! Na primeira tentativa, a Terminal Reality aproveitou a oportunidade para inserir alguns elementos de sua própria mitologia fantástica, colocando personagens do jogo Nocturne nas investigações dos eventos malditos de Burkittsville. O resultado, ainda que bom, continha traços de exagero típicos das histórias de super-heróis. No Volume 2 da série, entra em cena a produtora Human Head e o resultado é mais... humano. O jogador encarna Lazarus, um soldado da Guerra Civil Americana que perdeu sua memória e se vê envolvido nos mistérios da mata. A linha narrativa se divide entre eventos do passado do soldado ferido, onde terríveis acontecimentos provocaram sua amnésia , e eventos de seu presente, quando uma criança se perde na sinistra floresta e ele decide buscá-la. O jogo, então, colide com a lenda da Coffin Rock, onde, segundo o filme, vários homens foram encontrados mortos, nus e amarrados em uma pedra à beira do rio no século XIX.

Star Wars – Racer

Star Wars - RacerO mais odiado capítulo da saga Star Wars conseguiu, ironicamente, derivar um jogo de qualidade quase unânime. Racer cobre o campeonato de corrida de Pods, cujo circuito de Tatooine é disputado pelo jovem Anakim Skywalker durante o filme. Lançado antes do primeiro episódio de Guerra nas Estrelas, é mais um dos estranhos casos em que o jogo antecede o filme no qual se inspira. Felizmente (ou infelizmente) o jogo não revela nada da história da Ameaça Fantasma e se comporta como um jogo de corrida como qualquer outro, com diferentes pilotos a se escolher, diferentes veículos customizáveis, pistas exóticas e um sistema de pontos que permite melhorar os atributos do veículo. O grande diferencial do título é a absurda sensação de velocidade conferida pelos Pods: afinal, eles nada mais são que carcaças de metal amarradas por cabos a turbinas de espaçonaves! O chão treme quando eles passam, o ronco dos motores é ensurdecedor, a paisagem passa vertiginosamente e todas as decisões precisam ser tomadas em fração de segundos. De todos os jogos de corrida que eu joguei, este é sem dúvida o mais rápido. Circuitos simples e comandos precisos equilibram a dificuldade, tornando a experiência agradável, mesmo com a aceleração exagerada.

Alien vs Predator 2

Alien vs Predator 2Ver as duas maiores criaturas espaciais do cinema se enfrentando sempre foi um sonho dos fãs. Se, na tela grande, esse confronto ainda não empolgou, o mesmo não pode ser dito da tela do PC. Para felicidade de todos, este jogo não guarda qualquer relação com o filme do mesmo nome, sendo, de fato, a continuação do primeiro jogo. A Monolith Productions removeu as falhas cometidas no título anterior, aperfeiçoou a engine gráfica, acrescentou uma história que unisse as missões dos três personagens e lançou um jogo à altura dos monstros envolvidos. Ou quase. Jogando como marine, eu conheci o medo de adentrar instalações assombradas por inúmeros aliens e sorrateiros Predadores. Sabiamente, os produtores tornaram o personagem humano capaz de sobreviver ao desafio (ainda que no limite). Jogando como Alien, eu acompanhei a evolução desde um "singelo" facehugger até me tornar uma eficiente máquina de matar. O Alien deste jogo talvez seja mais letal do que aqueles mostrados em qualquer filme e a sensação de poder animal está muito bem representada. Jogando como Predador eu fui caçado, espancado, avistado, humilhado, metralhado e escorraçado. Como no primeiro jogo, o Predador não corresponde aos filmes e continua aguardando um título que faça justiça à sua fama... Mas, dois terços de jogo bom já asseguram o lugar de Aliens vs Predator 2 nesta lista.

Ouvindo: Sonic Youth - Sectional Love

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Em Bom Português

Bruce Dickinson Dois cursos de que me orgulho de ter feito quando jovem: Datilografia e Inglês. Se máquinas de escrever hoje em dia são objetos tão bizarros quanto discos de vinil e fichas telefônicas, pelo menos eu consigo digitar com os dez dedos e assimilar o WASD com facilidade. Por outro lado, a língua inglesa não dá sinais de perder sua influência. Se seus pais sempre disseram que ela seria importante para o seu futuro, eles estavam certos. Como bônus, você é capaz de navegar nos principais sites do mundo, entender tudo que está escrito nos jogos eletrônicos e ainda ler uns livros gratuitos de ficção científica que jamais serão lançados por aqui. Para o jogador inveterado, o Inglês só encontra rival na língua japonesa, mas tem a vantagem de ser mais fácil de aprender.

Agora, vamos supor que você levou bomba na matéria na escola e o tempo e o dinheiro estão curtos para fazer um bom curso. Não tenho idéia de como turbinar seu currículo, mas, pelo menos, a jogatina está garantida. Nunca mais tente adivinhar o que os personagens estão dizendo; chega de chutar qual é a melhor resposta nos RPGs; não aperte mais o botão errado na hora errada! Com a ajuda do site GameVicio Brasil, você pode finalmente descobrir que aquele seu jogo favorito é mais do que uma sucessão de cores piscantes ou tripas voando.

gamevicio O GameVicio Brasil tem o maior acervo de traduções para português de todo o país. Dezenas e dezenas de fãs, sem receber nenhum tostão por isso e pelo simples prazer de ajudar outro jogador, se dedicam a traduzir linha a linha menus, diálogos e muito mais de centenas(!!) de jogos populares e obscuros. A equipe do site ainda cria instaladores próprios para cada título, uma vez que cada jogo tem uma forma diferente de programar seu texto, e testa o resultado final antes de liberar para download. O único problema é a ausência de um índice para as traduções, mas até isso foi resolvido: o pessoal do fórum da GamesBrasil criou um tópico oficial de traduções com a lista completa do material disponível.

Eu continuo recomendando um bom curso de inglês. Mas, na falta de um, não há mais motivo pra desespero.

Ouvindo: Hirasawa Susumu - Byakko no (Paprika Version)

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5 de novembro de 2009

Advent Rising em Promoção

Advent Rising Advent Rising não é exatamente um advento de jogo, mas, por cerca de dez míseros reais, ele se torna uma pechincha. O jogo de 2005 está disponível no Good Old Games, que supostamente deveria ser um site dedicado a títulos realmente velhos. Por apenas 6 dólares você leva o jogo de ficção-científica, mais um manual, um vídeo de making-of, artes conceituais e os quadrinhos lançados na época!

Com este mesmo dinheiro você leva títulos melhores, como o primeiro ou o segundo Fallout, Duke Nukem 3D, o jogo do Juiz Dredd e vários outros.

Mas, se você ficou curioso sobre como é erguer seus inimigos no ar e arremessá-los, esta é sua melhor chance...

Ouvindo: OOMPH! - Unsere Rettung

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3 de novembro de 2009

Alice Vive!

Alice - Cover Eu nunca fui fã de jogos de plataforma. Engraçadinhos à princípio, divertidos e descompromissados, parecem ser a diversão casual perfeita. Até o momento em que eu empaco em um maldito pulo qualquer e arrancos os cabelos, vítima da mais pura frustração digital. Minha nota para jogos de plataforma varia em proporção direta à quantidade de minutos de diversão que eu obtenho. A maioria dos jogos do gênero não passa de quinze minutos antes de se transformar em um instrumento de tortura.

A única exceção: American McGee's Alice ou simplesmente Alice.

Desde que vi as primeiras imagens desta versão gótica da saga de Alice no País das Maravilhas, eu já sabia que não tinha como ser um título ruim. Se a obra-prima de Lewis Carroll já transitava lisergicamente com o surrealismo e com a violência, o acréscimo de tons sombrios, insanidade e tendências suicidas à formula produziram um produto pós-moderno sem igual.

O gênio por trás desta nova Alice, de faca enferrujada e suja de sangue na mão, atendia pelo bizarro e apropriado nome de American McGee. Ex-veterano da id Software, McGee presenciou o nascimento de títulos macabros como Doom e Quake. E tomou como meta "tornar-se o próximo Walt Disney, só que mais perturbado".

Após uma sucessão de outros jogos com pouco sucesso de público ou de crítica, McGee está de volta ao universo exótico de Alice. E com carta branca da EA Games para fazer o que quiser na continuação do jogo. McGee chamou de volta o roteirista do jogo original e seu produtor executivo e, juntos, o trio planeja Return of Alice, com data de lançamento para 2011, quando a primeira aventura completa onze anos.

O primeiro teaser já está no ar e deixa claro que o clima de loucura não irá largar a protagonista:

No momento, o site oficial da produção está fora do ar, mas, pelo que vi hoje de tarde, antes tinha somente o próprio teaser e nada mais. ATUALIZAÇÃO: O site oficial removeu o vídeo, por que alguns sites divulgaram a informação equivocada de que ele seria uma representação do caminho que o visual do jogo estaria tomando. No desespero da contra-informação a EA Games chegou a alegar que o teaser não passaria do trabalho de um fã. Esqueceram a própria lógica: o trabalho de um fã não seria publicado no site oficial! Enfim, o teaser é exatamente isso: um teaser, não tem e nunca teve a intenção de ser um trailer, apenas uma chamada, um "aperitivo" para um trabalho em desenvolvimento. E o vídeo foi criado pelo profissional do ramo Troy Morgan, amigo de longa data de American McGee.

Enquanto aguardo que o Coelho Branco me leve de volta ao intrigante mundo de Alice, deixo você com o (exclusivo) primeiro papel de parede de Return of Alice (clique para ampliar):

Return-of-Alice

 

Ouvindo: Oomph! - Meine Wunden

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1 de novembro de 2009

Rir é o Melhor Remédio

Half-Life 2 acabou com um pouco de sua reputação queimada aos meus olhos diante da má-qualidade dos mods analisados. Porém, nada como um pouco de bom-humor para melhorar a imagem e espantar minha má-vontade!

Half-Life 2: Beat Box

Você sabia que existem mais de mil arquivos de som no jogo, sem contar as vozes de personagens? São barulhos de armas, explosões, portas se abrindo, efeitos de água, passos, objetos caindo e muito mais. E o que você diria se você descobrisse que um ucraniano (sempre tem um ucraniano na história) substituiu 1327 destes sons com efeitos criados com a própria voz? E se eu dissesse que nenhum destes arquivos foi editado e que ele gravou tudo direto do microfone? Se você está sem palavras, o resultado pode ser conferido abaixo e é hilário:

Gordon Freeman. Dentista.

Existe no Yahoo um serviço de páginas amarelas, com vários profissionais liberais listados. Incluindo um certo Freeman, Gordon F. Dentista de profissão. Residente na ensolarada Califórnia. E constante alvo de piadas.

Entre as várias funcionalidades do serviço do Yahoo, existe a possibilidade de clientes oferecerem análises do profissional em foco. E como o senhor Freeman recebeu elogios por serviços prestados!

"Eu apenas gostaria de dizer que eu estou realmente orgulhoso de Gordon por seus valentes esforços em livrar o mundo da ameaça do Combine." (Gabe Newell)

"Você fez bem derrubando aqueles Striders, Gordon! Ah caramba, foi minha brilhante genialidade que permitiu o seu sucesso, é óbvio." (Arne Magnusson)

"Perdoe-me por tê-lo traído lá no escritório de Breen, Gordon. Foi necessário para a missão. Por favor, cuide-se." (Judith Mossman)

"Dr.Freeman me salvou de um enxame de Manhacks nos esgotos! Este cara é o meu herói!" (Rebelde)

"O homem certo no lugar errado pode fazer toda a diferença no mundo." (G-Man)

Definitivamente, não há limites para o senso de humor alheio.

As Aventuras de Gordon Frohman

Frohman Pouco depois do lançamento de Half-Life 2, um certo Garry Newman produziu um mod estranho chamado simplesmente de Garry's Mod. Não tinha história. Não tinha muita ação. Não tinha nenhuma textura, arma, inimigo, personagem ou qualquer outra coisa nova à série. Mas revolucionou os mods e gerou uma infinidade de vídeos pela Internet. O mod do Garry permitia ao "jogador" brincar com o próprio universo de Half-Life 2, posicionando objetos, inimigos, aliados e monstros ou o próprio campo de visão a seu bel-prazer nos cenários. Permitia a montagem de filmes, de sketches, de peças de teatro e de qualquer coisa que a imaginação concebesse, usando os elementos da série como bonecos manipuláveis.

Usando esta ferramenta, Christopher C. Livinsgton decidiu criar um webcomic. Mais do que isso, ele decidiu revisitar todos os cenários de Half-Life 2, capítulo a capítulo. Não do ponto de vista de Gordon Freeman, mas de seu quase homônimo, Gordon Frohman. O nome do webcomic? Concerned.

Frohman vive em uma realidade um pouco diferente do mundo do famoso cientista/guerrilheiro. No mundo de Frohman, a incompetência impera. E nesta realidade de desastres cômicos e erros colossais, Frohman é o maior de todos os parvos, um perigoso inocente cujos atos de absoluta imbecilidade vão alterando o rumo da história e a vida de famosos personagens como Alyx, Barney e o Dr. Breen. Se você sempre quis saber por que existem tantos barris explosivos na City-17 ou como Ravenholm se tornou o inferno na Terra, essa é a sua chance.

Uma grande vantagem de Concerned sobre outros webcomics é que a série foi concluída. Você pode acompanhar toda a "saga" de Frohman do começo ao fim no seu próprio ritmo, sem se preocupar com atrasos ou com um final distante. Renda-se à anarquia.

Ouvindo: Witt - Tief In Der Tiefe

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Retina Desgastada

Blog criado e mantido por C. Aquino

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