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28 de março de 2009

The Cole Protocol: Sexto Tiro na Mosca

The Cole Protocol é o sexto livro a expandir o universo de Halo e, para minha surpresa, demonstra que a série ainda tem muito espaço pela frente.

The Cole Protocol Não vou repetir a sinopse aqui, uma vez que eu já traduzi o texto da contracapa. O que eu vou fazer é engolir minhas palavras de descrença e explicar porque este livro surpreende. Dificilmente, eu conseguiria imaginar que este seria um dos melhores títulos da saga!

Ao apresentar uma frágil e confusa aliança entre refugiados humanos e uma colônia Kig-Yar (também conhecidos como Jackals), o livro não rompe o cânone e o desfecho desta convivência termina com a esperada traição. E eu acertei ao apontar que o Gray Spartan Team não era um grupo de Spartans renegados, mas uma unidade com autonomia para tomar suas próprias decisões, agindo sempre em benefício da UNSC. Uma simples questão de mal-uso do termo "rogue" no resumo oficial do livro. Outro ponto que estava me incomodando era a utilização do personagem Jacob Keyes como elo de ligação entre The Cole Protocol e a saga principal. Keyes não monopoliza o centro das atenções e o livro revela sua entrada na guerra entre humanos e a Covenant com bastante propriedade.

Em outras palavras, não julgue um livro pela sinopse.

A princípio, The Cole Protocol soa estranho para o leitor habitual da série. Há um temor de que o iniciante autor Tobias S. Buckell não esteja a altura de seus antecessores. Esta impressão se fortalece quando se percebe que: o livro não é um típico exemplar de ficção-científica militarista, com ênfase nas batalhas; os Spartans são personagens coadjuvantes; os civis ocupam uma posição de destaque. Mas, assim como Contact Harvest, o livro brilha aos nos mostrar uma perspectiva diferente desta guerra, ao focar no elemento humano e nas vidas afetadas por um conflito de proporções cósmicas.

Apenas após passado o choque inicial, se percebe o que Buckell pretende com esse livro: ele flerta com o gênero espionagem e até com o romance policial, ao apresentar diversos grupos, com métodos e objetivos diversos, se digladiando, mentindo e manipulando para conseguir o prêmio máximo. Este "falcão maltês" da história são dados navegacionais secretos com a localização da Terra e que não podem cair nas mãos da Covenant. Para impedir que isso aconteça, os militares implantam o tal Protocolo Cole que determina a destruição destes dados. Entre Spartans não-ortodoxos, civis inescrupulosos, misteriosos ONIs, Jackals corruptos, honrados Elites, Insurrecionistas amargos, uma Inteligência Artificial à beira da loucura e um policial em busca de justiça, o leitor se enrola em uma teia de intrigas e emboscadas.

Em dado momento, parece que Buckell se perde entre tantos personagens, mas, com desenvoltura, ele escapa da própria confusão e acelera o livro para uma conclusão frenética onde (finalmente) os fãs de ação tática se sentem em casa. Com capítulos curtos e muitas reviravoltas, a arrancada final de The Cole Protocol é de tirar o fôlego.

Se Eric Nylund definiu um estilo para a série, se focando pesado no jargão militar, Buckell injeta um novo sopro ao experimentar novos estilos. Pouco a pouco, o universo de Halo ganha uma consistência ímpar, que ainda vai garantir muitos volumes no futuro.

Falando nisso... marque na agenda: em cinco de abril, durante a Emerald City ComiCon, diretores do Microsoft Games Studio e da Tor Books irão anunciar o autor e o título do próximo livro!

Ouvindo: Dawn of Ashes - Disgraceful Treason
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